Mulheres vivem mais, mas acumulam mais anos de saúde precária

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Resumo

Um estudo mostrou que mulheres vivem mais que homens em qualquer nível de desenvolvimento do país onde moram, mas passam mais tempo com saúde precária. Elas tiveram média de morbidade de 12,1 anos, ante 9,3 dos homens, e as doenças crônicas responderam por 57,4% dos anos de vida com saúde debilitada em 2023.

A diferença aparece sobretudo nos distúrbios musculoesqueléticos, com destaque para a dor lombar. O levantamento também indica que a expectativa de vida feminina não vem acompanhada, na mesma medida, de anos saudáveis.

O peso da longevidade não veio sozinho

O estudo concluiu que as mulheres vivem mais do que os homens independentemente do nível de desenvolvimento do país em que residem, mas acumulam mais anos com saúde precária. A média de morbidade entre elas foi de 12,1 anos; entre eles, 9,3.

Mais da metade dos anos vividos com saúde debilitada no mundo veio de doenças crônicas. Em 2023, elas responderam por 57,4% desses anos, em sua maioria condições não fatais.

Os distúrbios musculoesqueléticos foram os que mais pesaram nessa diferença entre os sexos. Dentro desse grupo, a dor lombar apareceu como o principal fator.

A menopausa entra no centro da conversa

A ginecologista Dra. Ana Paula Fabricio disse que a transição para a menopausa merece atenção especial nessa trajetória. Segundo ela, a queda dos hormônios ovarianos, especialmente do estrogênio, não deve ser vista como doença, mas provoca mudanças importantes em vários sistemas do organismo.

Ela afirmou que esse período pode trazer alterações na composição corporal, com maior tendência ao acúmulo de gordura abdominal e à perda de massa muscular. Também podem ocorrer mudanças no metabolismo da glicose e dos lipídios, além de efeitos sobre a saúde óssea, cardiovascular, o sono e a saúde mental.

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Quando esses fatores se somam ao envelhecimento natural e a outros riscos modificáveis, disse a médica, as mulheres podem viver mais anos convivendo com doenças crônicas e limitações.

A endocrinologista Dra. Deborah Beranger acrescentou que os distúrbios musculoesqueléticos — especialmente a dor lombar — foram os que mais contribuíram para a disparidade de morbidade. Depois vieram transtornos mentais como depressão e ansiedade, doenças dos órgãos dos sentidos, incluindo perda auditiva relacionada à idade, quedas e outras lesões não intencionais, além de outras doenças crônicas não transmissíveis.

Para as mulheres, disse Dra. Ana, isso também significa ampliar o acesso à informação, à prevenção, ao diagnóstico e ao tratamento individualizado das condições relacionadas à menopausa. “Não se trata apenas de aliviar sintomas”, afirmou ela. “É aproveitar essa fase como uma oportunidade para cuidar da saúde e favorecer mais anos vividos com qualidade.” As informações são da CNN Brasil.

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