Por Laurimar Antônio Giaretta, diretor da Folha Desbravador
Hoje, 25 de julho nos faz lembrar de duas profissões que estão tão presentes no dia a dia da humanidade que bastaria uma pequena pausa para perceber sua importância. Agricultor e Motorista carregam consigo missões únicas que garantem a sobrevivência não só do homem, mas de praticamente todos os ecossistemas do Planeta.
A grandeza destas profissões tem origem milenar e é assunto bíblico. Na Parábola do Semeador, em Mateus 4, a reflexão do trabalho de quem espera da terá o resultado de seu trabalho. Semear e esperar a colheita para saciar a fome e realizar sonhos é um exercício de paciência. Paciência de pelo menos uma safra, atravessando as mais diversas intempéries e os comportamentos de mercado. Mesmo assim, na maioria das vezes sem alternativa, o Agricultor lança a semente à terra e aguarda vigiando.
E transportar algo para atender necessidades distantes é uma honrosa incumbência que pode ser medida de forma simples. Quem dos humanos conseguiria sobreviver sem que tivesse a oportunidade de consumir produtos e serviços feitos a milhares de quilômetros de distância, mas que se tornam tão presentes graças ao transporte?

Ambas as profissões transformadas em oportunidade de renda e de negócios, fomentam a economia e a sociedade. Mais que isso: realizam sonhos de personagens que muitas vezes nem dormem.
Mas junto às responsabilidades e honras vêm também os desafios. Ao Agricultor o receio de plantar e a semente não germinar. De germinar e não se desenvolver. Desenvolver e não colher. Colher e não comercializar. Comercializar e não receber o valor digno do resultado do seu trabalho.
Para o Motorista, os caminhos também são árduos. Condições das estradas, preço do frete, preço dos combustíveis e manutenção, insegurança, concorrência e especulação. O tempo é a espera de uma chegada que nem sempre acontece.

Agricultor e Motorista olham para estes obstáculos e seguem com sua missão.
Tiram proveito e, com resiliência e criatividade, encontram solos, sementes e caminhos menos sinuosos e esburacados. Eles acreditam no amanhã e isso os alimenta.
E esta esperança serve de referência às outras profissões que normalmente lidam com maior segurança de resultado. Serve também às gerações pautadas pelo imediatismo de querer tudo para ontem e que minutos de espera viram uma angústia insuportável que parece eterna. Serve também para aqueles que seguem acreditando que a colheita vem sempre depois do plantio seguido de zelo e muita dedicação.
Neste 25 de julho todas as deferências às duas profissões porque ter uma data para celebrar é importante, mas não nos restringimos a apenas um dia e sim valorizemos e reconheçamos seu protagonismo de colheitas e chegadas que todos os dias Agricultor e Motoristas nos proporcionam.




