Inflação de junho tem primeira queda dos alimentos desde novembro e fecha em 0,16%

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IPCA perde força pelo quarto mês seguido e fica abaixo da estimativa do mercado. Café moído, frutas e carnes puxaram a deflação; energia elétrica foi a maior pressão de alta.

Os preços dos alimentos tiveram a primeira queda desde novembro de 2025 e ajudaram a inflação oficial a fechar o mês de junho em 0,16%. O resultado mensal do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) é o menor desde outubro de 2025. O dado de junho mostra que a inflação perdeu força pelo quarto mês seguido, com o grupo de alimentação registrando deflação de 0,24%, puxada principalmente pela queda no café moído, frutas e carnes.

  • O que é: IPCA de junho de 2026, índice oficial de inflação do Brasil.
  • Números principais: 0,16% em junho; 4,64% em 12 meses; primeira deflação dos alimentos desde novembro de 2025; café moído -3,72%; carnes -0,64%.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde o custo dos alimentos impacta diretamente as famílias.
  • Quem afeta: Consumidores, famílias, comerciantes e a economia local.

Como ficou a inflação de junho em comparação com os meses anteriores?

O IPCA de junho veio abaixo da estimativa do mercado. O relatório Focus da última segunda‑feira (6), sondagem do Banco Central com agentes do mercado financeiro, projetava inflação de 0,32% para o mês. O resultado real foi de 0,16%, o menor desde outubro de 2025.

Em 12 meses, o IPCA soma 4,64%, ainda acima da meta do governo de até 4,5%, mas abaixo do acumulado até maio, quando era 4,72%. No semestre, a inflação acumulada fica em 3,36%.

Por que os alimentos ficaram mais baratos em junho?

Dos nove grupos de produtos e serviços pesquisados pelo IBGE, os alimentos representaram a maior pressão de baixa de preços. Dentro do grupo alimentação, a alimentação no domicílio ficou em média 0,39% mais barata. É a primeira deflação (inflação negativa) desde novembro de 2025 e o menor número desde agosto de 2025 (-0,83%). Já a alimentação fora do domicílio ficou em 0,15%.

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Entre os produtos alimentícios, os que mais puxaram o IPCA para baixo foram café moído (-3,72%), frutas (-1,58%), carnes (-0,64%), açaí (-14,41%), óleo de soja (-2,78%) e tomate (-2,02%).

O que explica a queda nos preços dos alimentos?

De acordo com o analista da pesquisa do IBGE, Fernando Gonçalves, o recuo dos preços dos alimentícios mostra uma tendência e representa devolução de altas recentes e maior oferta de alguns produtos, como o tomate. O comportamento dos alimentos no mês de junho reflete uma combinação de fatores sazonais e de ajuste de mercado.

O que puxou a inflação para cima em junho?

A maior pressão de alta ficou com o grupo habitação, que subiu 0,63% e impactou 0,10 ponto percentual no IPCA. Dentro desse grupo, o custo da energia elétrica subiu 1,53%, sendo o elemento que mais contribuiu para a inflação no mês. A explicação está na manutenção da bandeira tarifária amarela, com acréscimo na conta de luz de R$ 1,885 a cada 100 quilowatt‑hora (kWh) consumidos, além de reajustes em capitais como Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte e Rio de Janeiro.

No grupo transportes, as passagens aéreas subiram 7,12%, puxando a inflação para cima, enquanto os combustíveis ficaram 0,48% mais baratos, com destaque para o etanol (-3,09%) e a gasolina (-0,12%).

Como a queda na inflação afeta Chapecó e a região Oeste?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a redução nos preços dos alimentos, especialmente carnes, frutas e café, pode trazer alívio ao orçamento das famílias, que sentem diretamente o peso da alimentação no custo de vida. A queda na inflação também influencia a confiança do consumidor e pode impactar o comércio local.

No entanto, o aumento da energia elétrica e das passagens aéreas ainda pressiona o bolso dos chapecoenses, especialmente aqueles que viajam a trabalho ou lazer. A manutenção da bandeira amarela segue impactando as contas de luz na região.

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O que esperar para a inflação nos próximos meses?

O IPCA de junho veio abaixo da estimativa do mercado, mas a projeção para o fim de 2026 ainda é de 5,3%, segundo o relatório Focus do Banco Central. O índice de difusão, que mostra o quanto a inflação está espalhada, foi de 54%, o menor desde outubro de 2025, o que indica que a pressão inflacionária está menos disseminada entre os produtos e serviços.

O grupo de serviços subiu 0,34% em junho, menos que no mês anterior (0,40%), enquanto os preços monitorados variaram 0,29%, também abaixo de maio (0,43%). A tendência de desaceleração da inflação pode continuar nos próximos meses, dependendo das condições climáticas, da oferta de alimentos e das decisões do Banco Central sobre a taxa de juros.

Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e do Banco Central.

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