Reprovação cai 62%, abandono diminui 61% e alfabetização sobe para 66%, aponta Censo Escolar

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Dados do MEC mostram avanços expressivos na educação básica entre 2022 e 2025. Programa Pé-de-Meia, Escola em Tempo Integral e Escolas Conectadas são destaques.

Os números referentes ao desempenho de estudantes que concluíram o ensino médio na rede pública do país apresentaram melhora significativa entre 2022 e 2025. O índice de reprovação caiu 62%, o de abandono diminuiu 61% e o atraso escolar teve redução de 28%. No mesmo período, a taxa de aprovação subiu 11%. Os novos dados divulgados nesta sexta-feira (26) pelo Ministério da Educação (MEC) fazem parte da segunda etapa do Censo Escolar 2025, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

  • O que é: Divulgação dos resultados do Censo Escolar 2025 com indicadores de rendimento da educação básica.
  • Números principais: Reprovação caiu 62%; abandono reduziu 61%; atraso escolar caiu 28%; aprovação subiu 11%; alfabetização subiu de 36% para 66%; 8,8 milhões em tempo integral; 100 mil escolas conectadas.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde as políticas educacionais têm impacto direto.
  • Quem afeta: Estudantes da rede pública, professores, gestores escolares e famílias de todo o país.

Quais são os principais números da melhora na educação?

Os dados do Censo Escolar 2025 mostram uma evolução expressiva nos indicadores educacionais brasileiros. Entre 2022 e 2025:

  • Reprovação: queda de 62%
  • Abandono: redução de 61%
  • Atraso escolar: diminuição de 28%
  • Aprovação: aumento de 11%

O presidente do Inep, Manuel Palacios, estima que se a taxa de não retorno ao ensino médio tivesse permanecido no nível observado em 2022, o Brasil teria, em 2025, quase 250 mil estudantes a menos no ensino médio. “Um número muito grande de jovens, que poderia estar fora da escola, seguiu estudando”, destacou.

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Como a alfabetização evoluiu no período?

Os avanços observados no ensino médio também são resultado de ações desenvolvidas em outras etapas da educação básica. O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada, por exemplo, está associado à elevação do índice de alfabetização de 36%, em 2021, para 66%, em 2025.

O Compromisso Nacional Criança Alfabetizada busca garantir a alfabetização de todas as crianças do país até o final do 2º ano do ensino fundamental, além de recuperar as aprendizagens afetadas pela pandemia de 100% das crianças matriculadas no 3º, 4º e 5º ano.

O que explica a queda na reprovação e no abandono?

De acordo com o Ministério da Educação (MEC), a evolução dos indicadores educacionais no Brasil se deve à implementação, desde 2023, de diversos programas estruturantes. Entre eles estão:

  • Compromisso Nacional Criança Alfabetizada
  • Escola em Tempo Integral
  • Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec)
  • Programa Pé-de-Meia (criado em 2024)
  • Avanços no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem)

O ministro da Educação, Leonardo Barchini, comemora o fato de mais estudantes permanecerem na escola. “O cenário reflete uma combinação de políticas públicas voltadas à permanência, à aprendizagem e ao aprimoramento das condições de oferta da educação básica”, afirmou.

Como o programa Pé-de-Meia contribuiu para esse resultado?

Entre as iniciativas que contribuíram para a melhoria do ensino médio na rede pública está o programa Pé-de-Meia. A chamada Poupança do Ensino Médio já beneficiou 7,2 milhões de estudantes desde sua criação em 2024. A iniciativa federal oferece incentivo financeiro para os estudantes que frequentam as aulas, passam de ano, concluem a educação básica e fazem as provas do Enem.

Para o ministro da Educação, o Pé-de-Meia é o carro-chefe nessa recuperação da educação básica brasileira e um dos mais relevantes das últimas duas décadas por enfrentar a desigualdade de oportunidades. “O jovem mais vulnerável precisa ter as mesmas chances de concluir os estudos que qualquer outro estudante. O Pé-de-Meia não é apenas uma transferência de renda. É uma política educacional para melhorar a permanência e o desempenho dos estudantes”, destacou Barchini.

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Como avançou a educação em tempo integral?

O MEC destaca que o percentual de matrículas na modalidade de educação em tempo integral passou de 15,1%, em 2021, para 25,8%, em 2025, alcançando 8,8 milhões de estudantes da rede pública. Nesta modalidade, o estudante permanece na escola por, no mínimo, sete horas diárias ou 35 horas semanais, com o objetivo de ampliar as oportunidades de aprendizagem.

No período de 2021 a 2025, o registro é de mais de 1,8 milhão de novas matrículas por meio da política. Pela primeira vez, a educação em tempo integral alcançou a meta do Plano Nacional de Educação (PNE), que previa um em cada quatro estudantes na modalidade.

Qual foi o avanço na conectividade das escolas?

O MEC também atribui os bons resultados à transformação digital da escola pública, por meio da Estratégia Nacional de Escolas Conectadas (Enec), que amplia a infraestrutura tecnológica das redes de ensino e o acesso à internet de qualidade nas escolas públicas de educação básica do país.

Devido à iniciativa, o número de escolas com conexão à internet cresceu 43,7%. Em 2023, eram 66,8 mil escolas estaduais e municipais conectadas. Agora, são 100 mil. Entre 2023 e 2025, mais de R$ 3 bilhões foram investidos em escolas. A iniciativa já beneficiou cerca de 24 milhões de estudantes e ampliou as possibilidades de acesso a recursos educacionais digitais.

Como o Enem contribuiu para os avanços?

O Exame Nacional do Ensino Médio é a principal forma de acesso à educação superior no Brasil por meio de programas criados pelo MEC como o Sistema de Seleção Unificada (Sisu), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fies. O Enem registrou aumento de 46% nas inscrições feitas por concluintes de escola pública, de 2022 a 2025.

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Em 2025, o Enem voltou a certificar a conclusão do ensino médio para participantes que atendam aos critérios estabelecidos e passou a contar com inscrição pré-preenchida para concluintes da educação básica na rede pública. Pela primeira vez, em 2026, o Enem também será adotado como instrumento para avaliar a qualidade do ensino médio brasileiro, o que amplia seu papel no acompanhamento das políticas educacionais.

Qual é o impacto desses números para Chapecó e a região Oeste?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, os dados do Censo Escolar refletem o impacto das políticas públicas federais na educação local. A rede pública de ensino da região tem sido beneficiada por programas como o Escola em Tempo Integral, o Pé-de-Meia e a Estratégia Nacional de Escolas Conectadas, que ajudam a manter os jovens em sala de aula, melhorar a aprendizagem e reduzir a evasão escolar.

A Secretaria de Educação de Chapecó acompanha os indicadores e busca implementar ações complementares para melhorar ainda mais o desempenho dos estudantes. O avanço na alfabetização, na conectividade e na educação em tempo integral é visto como um passo importante para a formação dos jovens e para o desenvolvimento da região.

Com informações do Ministério da Educação (MEC), do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) e do Censo Escolar 2025.

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