Países de todo o mundo oferecem ajuda à Venezuela após terremotos que deixam 164 mortos

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Brasil, EUA, China, México e Cuba estão entre as nações que enviarão equipes de resgate e assistência humanitária. Guiana deixa rivalidade de lado e se solidariza com vizinho.

Os fortes terremotos, de 7,2 e 7,5 graus na escala Richter, que afetaram a Venezuela na quarta-feira (24), levaram chefes de Estado de todo o mundo a se solidarizarem com o país sul-americano. Até o momento, dados oficiais registram 164 mortos e 970 feridos. No entanto, projeções do Serviço Geológico dos EUA (USGS) apontam a probabilidade de dezenas de milhares de vítimas, com perda econômica de 1% a 7% do Produto Interno Bruto (PIB).

  • O que é: Solidariedade internacional e envio de ajuda humanitária à Venezuela após terremotos.
  • Números principais: 164 mortos; 970 feridos; terremotos de 7,2 e 7,5; perda econômica estimada de 1% a 7% do PIB.
  • Onde: Venezuela, com reflexos em toda a América Latina. Em Chapecó e Oeste Catarinense, a comunidade acompanha com atenção os desdobramentos.
  • Quem afeta: População venezuelana, governos de diversos países e comunidade internacional, que mobiliza esforços de resgate.

Quais países ofereceram ajuda à Venezuela?

Expressaram solidariedade ao povo e ao governo venezuelano, além da intenção de enviar ajuda, os líderes da França, Brasil, Irã, Arábia Saudita, Cuba, Turquia, China, Índia, Rússia, Paquistão, União Africana, Itália, União Europeia, Espanha, Bolívia, Chile, Colômbia, Argentina, Peru, México, Panamá e Estados Unidos, entre outras nações.

Qual foi a posição do Brasil diante da tragédia?

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou “grande preocupação e consternação” com o desastre natural e prometeu enviar ajuda e assistência ao país. A presidente encarregada da Venezuela, Delcy Rodríguez, agradeceu o apoio do líder brasileiro. “Valorizamos sinceramente esse gesto de solidariedade e fraternidade entre os nossos povos, reafirmando os laços históricos de cooperação e amizade que nos unem”, respondeu Delcy a Lula.

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O governo brasileiro ainda não detalhou quais tipos de ajuda serão enviados, mas a expectativa é que equipes de resgate e suprimentos médicos façam parte do pacote de assistência.

Como os EUA e outros países estão reagindo?

O governo dos EUA se manifestou por meio das redes sociais tanto do presidente Donald Trump quanto do secretário de Estado, Marco Rubio. Trump destacou que o país está disposto a ajudar e Rubio informou que seriam enviadas equipes de busca e resgate ao país, além de recursos médicos e de assistência humanitária. “Instruí todas as agências do nosso governo a se prepararem para agir rapidamente. Estaremos lá para nossos novos e queridos amigos. Os primeiros relatos não são bons”, disse o chefe da Casa Branca.

A presidente do México, Claudia Sheinbaum, disse que entrou em contato com o governo “do país irmão” e instruiu seu governo a preparar o envio da ajuda necessária. “Nos foi solicitado que prestássemos apoio com pessoal especializado em resgate e assistência médica. O México sempre se solidariza — e continuará a se solidarizar — com os outros”, afirmou.

O presidente de Cuba, Miguel Díaz-Canel, informou que “profissionais de saúde cubanos estão cooperando ativamente na prestação de assistência aos afetados”.

O que disse a China sobre a tragédia?

O governo chinês também disse que está pronto para enviar a ajuda que puder à Venezuela. “Estamos confiantes de que, sob a liderança do governo, o povo da Venezuela se recuperará e reconstruirá em breve”, disse Lin Jian, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China.

A rivalidade com a Guiana foi deixada de lado?

Sim. Os terremotos que afetaram a Venezuela fizeram a rivalidade com a vizinha Guiana, envolvida na disputa pelo território de Essequibo, ser deixada de lado. O presidente da Guiana, Irfaan Ali, manifestou solidariedade. “Como vizinhos, estamos prontos para oferecer assistência dentro de nossa capacidade. Nosso amor, nossas orações e nossos pensamentos estão com as famílias dos afetados e o povo da Venezuela”, afirmou Ali em uma rede social.

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A mensagem foi respondida pela presidente da Venezuela, Delcy Rodríguez, que agradeceu o gesto do chefe de Estado do país vizinho. “A sua mensagem transmite solidariedade, respeito e um sentido de vizinhança em relação aos venezuelanos”, disse a chefe de Estado, em Caracas.

Qual é a situação atual dos resgates na Venezuela?

As equipes de resgate continuam trabalhando nos estados mais afetados: Trujillo, Yaracuy, Carabobo, Aragua, Miranda, Caracas e La Guaira. A presidente Delcy Rodríguez decretou estado de emergência e suspendeu as aulas por vários dias. O governo venezuelano mobilizou profissionais de saúde e forças armadas para atuar nas áreas atingidas.

A comunidade internacional segue monitorando a situação, e novos envios de ajuda devem ser anunciados nos próximos dias. Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a população acompanha com solidariedade a tragédia que atinge o país vizinho.

Com informações do governo da Venezuela, da Telesur, do Serviço Geológico dos EUA (USGS), e das agências de notícias internacionais.

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