domingo, 14 junho, 2026

Cardiopatia congênita: 30 mil crianças nascem com malformação por ano

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Resumo: Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país. A condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida.

Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem no Brasil a cada ano, segundo o Ministério da Saúde. Nesta sexta-feira (12), quando se celebra o Dia Nacional de Conscientização sobre a Cardiopatia Congênita, a coordenadora da Divisão de Cardiologia da Criança e do Adolescente do Instituto Nacional de Cardiologia (INC), Renata Mattos, destaca que o acesso ao diagnóstico está aumentando no país. “Aqui, na Região Sudeste, a gente tem mais acesso do que na Região Norte, por exemplo. Mas, de forma geral, a gente vê que o diagnóstico está sendo feito e o acesso ao tratamento está cada vez melhor”, avalia a cardiologista pediátrica, especialista em hemodinâmica de cardiopatias congênitas.

Considerada uma das principais causas de mortalidade infantil por malformações, a condição exige diagnóstico precoce e acompanhamento especializado para aumentar as chances de sobrevivência e a qualidade de vida dos pacientes. A estimativa mundial é que em torno de 1% de todas as crianças nascidas vivas tenham algum tipo de cardiopatia, sendo que, desse total, 30% precisam de atenção logo na primeira infância. Renata Mattos explicou que o nome cardiopatia congênita engloba várias doenças, com diferentes níveis de gravidade: “É qualquer malformação no coração da criança que acontece quando o bebê está se formando ainda dentro da barriga da mãe. Então, o coração se forma com algum tipo de estrutura errada”.

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Diagnóstico fetal e sinais de alerta

A cardiologista pediátrica explica que, quando o problema é detectado ainda na gestação, é possível planejar o parto e, em casos raros, cirurgias intrauterinas. Na maioria das vezes, o diagnóstico fetal serve para planejar o fim da gestação e o local do parto, que deve ser em um hospital com UTI e estrutura cirúrgica se necessário. Se a cardiopatia for menos grave, a mãe pode seguir a gestação normalmente.

Quando o bebê não é diagnosticado ao nascer, as famílias devem prestar atenção a sinais como dificuldade de ganhar peso, cansaço ao mamar, respiração acelerada, ou, em casos de problemas de oxigenação, a criança ficar arroxeada (principalmente na ponta do nariz e lábios). Crianças mais velhas podem relatar dor no peito ou palpitações. A médica destaca que é comum que as cardiopatias congênitas sejam solucionadas com um único procedimento, mas alguns pacientes requerem várias cirurgias em sequência. “Quando você diagnostica direitinho, a possibilidade de a pessoa ter uma vida normal é imensa”, afirmou Renata Mattos. Hoje, pacientes com cardiopatias são estimulados a praticar exercícios e levar uma vida ativa com acompanhamento médico.

Histórias de superação e acompanhamento no SUS

Nathan Senna Alves, de 30 anos, foi diagnosticado ao nascer e passou por três cirurgias (aos 2, 6 e 18 anos). Ele é casado, tem um filho e atualmente se trata na Policlínica Piquet Carneiro (Uerj). A cardiologista pediátrica Rosa Célia, criadora do projeto Pró Criança Cardíaca, atendeu mais de 16 mil crianças e adolescentes em 30 anos, realizando 130 mil atendimentos.

O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece acompanhamento integral às crianças com cardiopatia congênita, desde o ecocardiograma fetal (recomendado entre a 24ª e 28ª semana de gestação) até o Teste do Coraçãozinho (oximetria de pulso obrigatória entre 24 e 48 horas de vida na maternidade). Pacientes diagnosticados são encaminhados para a rede especializada, onde recebem tratamento clínico ou cirúrgico custeado integralmente pelo SUS.

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FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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