quarta-feira, 17 junho, 2026

TSE decide se mantém suspensão de pesquisa sobre Flávio Bolsonaro nesta terça-feira

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Resumo: O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (9) se mantém ou derruba a decisão liminar do ministro Nunes Marques que suspendeu a divulgação de uma pesquisa da AtlasIntel que mostrava queda nas intenções de voto do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O levantamento foi feito após o vazamento de áudios em que Flávio aparece pedindo dinheiro ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro. O PL alegou direcionamento negativo e indução dos entrevistados. Nunes Marques considerou os argumentos plausíveis e concedeu a liminar provisória.

O plenário do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) deve julgar nesta terça-feira (9), em sessão marcada para as 19h, se mantém ou derruba uma decisão liminar do ministro Nunes Marques que mandou suspender a divulgação de uma pesquisa que havia mostrado queda nas intenções de voto no senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência. O levantamento fora realizado e divulgado em maio, após o vazamento de áudios nos quais Flávio aparece pedindo dinheiro para financiar um filme sobre seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, ao ex-banqueiro Daniel Vorcaro, dono do extinto Banco Master e investigado por fraudes financeiras bilionárias.

Pela decisão, a empresa responsável pela pesquisa eleitoral, a AtlasIntel, deve retirar o levantamento de seus canais de comunicação e interromper qualquer divulgação da pesquisa. A decisão de Nunes Marques, que é presidente do TSE, é liminar, ou seja, tem caráter provisório e deve ser referendada ou não pelo plenário, composto, além dele, por mais seis ministros.

Argumentos do PL e da AtlasIntel

Na decisão, Marques concordou com os argumentos apresentados pelo PL, que alegou ter havido direcionamento negativo contra Flávio. O partido apontou que, de 49 perguntas do questionário, oito eram relativas ao Banco Master e faziam ligação do pré-candidato com o escândalo financeiro de forma indevida. A sigla argumentou ainda que as perguntas, além de tendenciosas, foram feitas em sequência, influenciando o entendimento do entrevistado. Além disso, o partido alegou que o áudio que embasou as perguntas ainda não teve a autenticidade auferida pela Justiça, motivo pelo qual não poderia ter embasado o levantamento. O ministro escreveu que os argumentos da legenda são plausíveis e vão além da “mera discordância quanto às escolhas metodológicas da representada, mas envolve alegação objetiva de possível utilização do questionário como mecanismo de indução do entrevistado”.

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Em nota divulgada após a liminar, o instituto AtlasIntel defendeu a pesquisa e disse que “a situação será devidamente esclarecida a partir da análise técnica dos fatos e da metodologia empregada e confiamos no colegiado do TSE para afirmar a robustez técnica e a legalidade do estudo”.

FONTE: AGÊNCIA BRASIL

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