Dólar cai a níveis anteriores à guerra no Oriente Médio e Ibovespa fecha em alta

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O dólar caiu para patamares que não eram vistos desde antes da escalada militar no Oriente Médio. Nesta quarta-feira (1º), a moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,157, com queda de 0,43%. O movimento reflete o maior apetite ao risco global após sinais de que Estados Unidos e Irã podem avançar para um acordo que leve ao fim do conflito.

Investidores reagiram positivamente à possibilidade de redução das tensões na região. Com isso, diminuíram os temores sobre impactos no fornecimento de energia, na inflação e nos fluxos financeiros internacionais. A queda do dólar após conflito no Oriente Médio indica alívio nos mercados globais.

Dólar cai e moeda volta a níveis de fevereiro

Pela manhã, a moeda encostou em R$ 5,17 por diversas vezes, mas acelerou a queda durante a tarde, chegando a R$ 5,14 por volta das 14h. A cotação atual está em níveis semelhantes aos da última semana de fevereiro, período anterior à escalada militar na região.

No acumulado, a divisa cai 1,42% na semana e 6,06% no ano. O movimento foi reforçado por declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que afirmou que o país deve encerrar a guerra contra o Irã em breve, admitindo a possibilidade de apenas “ataques pontuais” se necessário.

Impacto nos mercados emergentes e no petróleo

No exterior, o dólar caiu de forma generalizada. O índice DXY, que mede o desempenho da moeda americana diante de seis divisas fortes, recuava no fim da tarde. Os maiores ganhos foram registrados por moedas emergentes como o real, o peso chileno e o peso mexicano.

Pelo segundo dia consecutivo, o petróleo também fechou em queda. O mercado aposta em uma solução diplomática para o conflito, o que reduz os riscos de interrupção da oferta, especialmente no Estreito de Ormuz. O contrato do WTI para maio cedeu 1,24%, a US$ 100,12, enquanto o Brent para junho caiu 2,70%, para US$ 101,16.

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Ibovespa sobe puxado por setor financeiro

O mercado de ações agiu com mais moderação. O índice Ibovespa, da B3, fechou aos 187.953 pontos, com alta de 0,26%. A valorização foi puxada principalmente por ações do setor financeiro e por empresas mais sensíveis à atividade doméstica e aos juros.

O ambiente externo menos turbulento abre espaço para cortes adicionais da Taxa Selic. Apesar do alívio recente, os preços do petróleo continuam elevados e sensíveis a novos desdobramentos políticos e militares. O mercado permanece atento ao pronunciamento de Trump e a qualquer sinal concreto sobre a normalização das rotas de transporte no Oriente Médio.

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