Declarações de lideranças e possíveis punições ampliam tensão dentro do partido
O Partido Social Democrático (PSD) em Santa Catarina vive um momento de forte tensão interna que já repercute no cenário político estadual em pleno ano eleitoral de 2026. Nos últimos dias, declarações públicas de lideranças da sigla evidenciaram um racha entre diferentes grupos dentro do partido.
Na manhã desta sexta-feira (13), em Chapecó, o presidente estadual do PSD, Eron Giordani, afirmou que o prefeito de Florianópolis, Topázio Neto, pode enfrentar um processo interno que pode resultar até mesmo em sua expulsão da legenda já na próxima semana.
Aproximação com Jorginho Mello amplia crise
A crise ganhou força após manifestações políticas de Topázio Neto que demonstram proximidade com o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello, do Partido Liberal (PL), que é candidato à reeleição ao Governo do Estado.
A postura foi interpretada por lideranças do PSD como um distanciamento do projeto eleitoral do partido, que pretende lançar candidatura própria ao governo catarinense.
Declaração de Bornhausen aumenta turbulência
No final da tarde de quinta-feira (12), o ex-governador Jorge Bornhausen declarou que João Rodrigues não seria mais candidato ao governo, afirmando que o nome do prefeito de Chapecó teria sido retirado da disputa por membros da direção do partido.
Giordani reafirma João Rodrigues como candidato
Em meio ao embate interno, nesta sexta-feira, Eron Giordani voltou a afirmar que João Rodrigues é o nome do Partido Social Democrático para disputar o Governo de Santa Catarina.
Rodrigues já vinha sendo apontado como a principal liderança da sigla no estado e tem intensificado articulações políticas para consolidar sua pré-candidatura.
Possível aliança com Esperidião Amin
Durante declarações recentes, João Rodrigues também afirmou que o senador Esperidião Amin é um entusiasta de sua candidatura ao governo e deve integrar o projeto político que o PSD busca construir para o pleito deste ano.
Segundo Rodrigues, Amin — apontado como possível candidato ao Senado — estaria disposto a caminhar junto com o grupo político liderado pelo prefeito de Chapecó.
Movimentações podem redesenhar alianças em Santa Catarina
Nos bastidores da política catarinense, a movimentação é vista como uma possível aproximação entre o Partido Social Democrático e setores do Progressistas (PP), partido de Amin.
Caso avance, a articulação pode resultar em uma composição eleitoral envolvendo a disputa pelo governo e pelo Senado.
A crise interna no PSD e as articulações em torno da candidatura de João Rodrigues indicam que o cenário político em Santa Catarina começa a se reorganizar de forma intensa neste ano eleitoral. Analistas avaliam que o embate dentro da sigla e a redefinição de alianças podem reconfigurar o tabuleiro político catarinense, especialmente no campo da direita, onde diferentes grupos disputam protagonismo na eleição estadual.





