O governo federal elevou o orçamento do Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) para R$ 6,7 bilhões em 2026, um aumento de 80% em relação a 2022. A medida, publicada nesta quinta-feira (19) por meio da Resolução CD/FNDE nº 1/2026, estabelece um reajuste médio de 14,35% nos repasses destinados à merenda escolar.
O objetivo é garantir refeições dignas para estudantes da rede pública e, ao mesmo tempo, fortalecer a agricultura familiar, que será responsável pelo fornecimento de cerca de 45% dos recursos do programa para compra direta de alimentos.
Novos valores por aluno
A atualização dos repasses diários por aluno, que já vale para a primeira parcela de 2026, foi definida da seguinte forma:
- Ensino fundamental, médio e EJA: R$ 0,57 por aluno/dia
- Pré-escola: R$ 0,82 por aluno/dia
- Escolas indígenas e quilombolas: R$ 0,98 por aluno/dia
- Creches e tempo integral: R$ 1,57 por aluno/dia
Para milhares de crianças brasileiras, o prato de merenda na escola é muito mais do que uma refeição; é o combustível para o sonho de um futuro digno. A recomposição do poder de compra para estados e municípios assegura que nenhum estudante precise aprender com fome.
Do campo para a mesa: fortalecimento da economia local
O impacto da medida transborda os muros das instituições de ensino. A destinação de recursos à agricultura familiar significa que, enquanto o aluno recebe um alimento fresco e nutritivo, o pequeno produtor encontra o sustento para sua própria família. O orçamento anual do programa saltou de cerca de R$ 3,6 bilhões em 2022 para R$ 6,7 bilhões em 2026.
Segundo o governo, o acumulado de reajuste nesta gestão chega a quase 55%, reafirmando a segurança alimentar como pilar do desempenho escolar e da cidadania.




