quinta-feira, 19 fevereiro, 2026

Chapecó nas alturas: por que a cidade está ganhando prédios cada vez mais altos?

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A paisagem urbana de Chapecó mudou de forma acelerada nos últimos anos. Onde antes predominavam construções baixas e bairros horizontais, hoje surgem edifícios residenciais e comerciais cada vez mais altos, alguns com mais de 30 andares. O fenômeno não é isolado nem aleatório: ele reflete transformações econômicas, demográficas e do mercado de trabalho no Oeste catarinense.

Verticalização como resposta à nova dinâmica urbana

Há cerca de cinco anos, o mercado imobiliário de Chapecó era marcado majoritariamente por casas e prédios de pequeno porte. Os lançamentos de empreendimentos verticais existiam, mas eram pontuais e concentrados em regiões específicas da cidade.

Atualmente, o cenário é outro. Incorporadoras locais e regionais ampliaram o número de projetos verticais, incluindo empreendimentos de médio e alto padrão, edifícios mistos (residenciais e comerciais) e condomínios voltados à locação. O aumento do preço dos terrenos urbanos, aliado à escassez de áreas centrais disponíveis, tornou a verticalização uma solução estratégica para atender à demanda crescente por moradia.

Outro fator determinante é o perfil do novo morador. Profissionais vindos de outras regiões, estudantes universitários e trabalhadores do setor de serviços buscam imóveis bem localizados, próximos a centros comerciais, hospitais e universidades — características que favorecem edifícios verticais.

Lançamentos imobiliários: ontem e hoje

Comparando o volume de lançamentos imobiliários de cinco anos atrás com os atuais, o crescimento é evidente. O número de alvarás de construção e projetos aprovados aumentou de forma significativa, especialmente a partir do início da década de 2020.

Enquanto no passado predominavam projetos horizontais, hoje os lançamentos verticais representam parcela expressiva do mercado. Esse movimento acompanha uma tendência observada em outras cidades médias do Sul do Brasil, mas em Chapecó ocorre de forma mais intensa devido ao dinamismo econômico regional.

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O raio-X do emprego no Oeste catarinense

A expansão imobiliária não pode ser analisada isoladamente. Ela está diretamente ligada ao desempenho do mercado de trabalho em Chapecó e no Oeste de Santa Catarina.

Dados do CAGED mostram que o município mantém saldo positivo de empregos formais de forma recorrente. No último levantamento mensal disponível, Chapecó apresentou crescimento relevante na geração de vagas, figurando entre as cidades que mais contrataram no estado.

Setores que mais contrataram no último mês

A análise dos dados revela que os principais responsáveis pelo saldo positivo foram:

  • Serviços, impulsionados por saúde, educação, logística e atividades administrativas
  • Comércio, especialmente o varejo, que acompanha o crescimento populacional
  • Indústria, com destaque para o setor agroindustrial
  • Construção civil, diretamente beneficiada pelo avanço dos empreendimentos imobiliários

Esse desempenho reforça a posição de Chapecó como polo regional de emprego, atraindo trabalhadores de municípios vizinhos e até de outros estados.

Emprego, renda e imóveis: um ciclo de crescimento

O crescimento do emprego formal gera aumento de renda, maior consumo e, consequentemente, maior demanda por imóveis. Esse ciclo econômico sustenta o avanço da construção civil e explica por que a cidade passou a investir em projetos de grande porte e prédios cada vez mais altos.

Além disso, a localização estratégica de Chapecó, no coração do Oeste catarinense, fortalece seu papel como centro de serviços, educação e negócios, ampliando ainda mais a pressão por expansão urbana vertical.

Chapecó vive um momento de transformação urbana. A verticalização da cidade não é apenas uma tendência estética, mas o reflexo direto de um ambiente econômico aquecido, com forte geração de empregos e crescimento populacional consistente.

Os prédios mais altos que começam a redesenhar o skyline do município simbolizam uma cidade que cresce para cima porque já não cabe apenas para os lados — consolidando-se como um dos principais polos urbanos do interior de Santa Catarina.

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Fonte: CAGED

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