terça-feira, 3 fevereiro, 2026

Ministro do TSE propõe força-tarefa para identificar deep fake em eleições

Compartilhe essa notícia:

O ministro Gilmar Mendes sugeriu a criação de uma força-tarefa técnica para identificar rapidamente conteúdos falsos gerados por inteligência artificial nas eleições. A proposta visa combater de forma proativa os deep fake eleições, vídeos e áudios manipulados com IA.

Mendes, que atua como ministro substituto no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), defendeu o “fortalecimento da capacidade técnica” do tribunal durante audiência pública realizada nesta terça-feira (3).

Força-tarefa com universidades para análise célere de IA

A ideia é constituir um grupo com peritos e centros de pesquisa universitários credenciados. Essa equipe ficaria responsável pela análise ágil de conteúdos sintéticos durante o período eleitoral.

“Tal iniciativa pode contribuir para a maior segurança técnica, agilidade decisória e legitimidade institucional na resposta a desafios complexos”, afirmou o ministro. O objetivo é ir além de uma postura meramente reativa ou punitiva.

Cooperação com empresas de IA e regras atuais

Além da força-tarefa, Mendes propôs que a Justiça Eleitoral firme acordos com as empresas provedoras de ferramentas de IA. A cooperação envolveria medidas como rastreabilidade e rotulagem de conteúdos gerados artificialmente.

Atualmente, as regras do TSE já vedam o uso de deep fake eleições. A norma define a prática como conteúdo fabricado para criar, substituir ou alterar a imagem ou voz de uma pessoa, viva ou falecida.

Audiências públicas debatem novas resoluções eleitorais

A proposta foi apresentada na abertura de audiências públicas que discutem as resoluções para as eleições deste ano. O TSE publicou 12 minutas de resolução em janeiro e recebeu sugestões da sociedade até o dia 30.

Algumas dessas propostas estão sendo debatidas ao vivo nesta terça e quarta-feira (4). A transmissão pode ser acompanhada pelo canal do TSE no YouTube.

Pela Lei das Eleições, o plenário do TSE tem até 5 de março para aprovar todas as normas que regerão o pleito. A consulta à sociedade civil é um procedimento obrigatório a cada ciclo eleitoral.

A medida reflete a preocupação do tribunal em se adaptar aos avanços tecnológicos e proteger a integridade do processo democrático contra desinformação sofisticada.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

PM aprende cocaína e material para tráfico em porão com menores e crianças em Chapecó

A Polícia Militar de Santa Catarina encontrou um cenário de vulnerabilidade e crime ao...

Homem tenta matar outro a pedradas na Av Getúlio Vargas em Chapecó

Um homem de 25 anos foi preso em flagrante na madrugada deste domingo (1º)...

PM prende homem por inadimplência alimentícia no centro de Chapecó

A Polícia Militar de Santa Catarina efetuou uma prisão civil por falta de pagamento...

Homem escapa de agressão após autores acreditarem que ele havia morrido em Chapecó

A Polícia Militar de Santa Catarina atendeu a uma grave ocorrência de lesão corporal...