Polícia Civil apreende celulares de adolescentes suspeitos de maus-tratos a cão em SC

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A Polícia Civil de Santa Catarina cumpriu dois mandados de busca e apreensão de celulares pertencentes a dois adolescentes investigados por maus-tratos a um cão. A ação foi realizada de forma integrada por delegacias especializadas da Capital, com apoio da Polícia Federal e da Polícia Militar.

Os jovens, que estavam fora do país, tiveram seus voos de retorno antecipados monitorados, o que permitiu que as ordens judiciais fossem cumpridas assim que desembarcaram. Ambos já foram intimados a prestar depoimento.

Operação conjunta e monitoramento de retorno ao Brasil

A operação foi conduzida pela Delegacia Especializada de Adolescentes (DEACLE) e pela Delegacia de Proteção Animal (DPA). Com o apoio da Polícia Federal, que monitora entradas e saídas do país, as equipes identificaram a antecipação do voo dos investigados.

Isso permitiu que os mandados fossem cumpridos no desembarque, com o apoio adicional da Delegacia de Proteção ao Turista/Aeroporto (DPTUR) e da Polícia Militar.

Análise dos celulares e próximos passos da investigação

Os aparelhos celulares apreendidos serão encaminhados à Polícia Científica para perícia e extração de dados. Eles se somam a outros equipamentos já recolhidos no dia 26 de janeiro.

Também foi solicitado um laudo de corpo de delito do animal, o cão chamado Orelha, para compor as provas do inquérito policial.

Responsáveis pela investigação e destino do caso

As investigações são conduzidas pelos delegados Renan Balbino (DEACLE) e Mardjoli Valcareggi (DPA). Após a conclusão de todas as diligências, incluindo a análise pericial dos celulares, o inquérito será encaminhado ao Ministério Público e ao Poder Judiciário para as medidas legais cabíveis.

O delegado-geral da Polícia Civil, Ulisses Gabriel, reforçou o compromisso com o trabalho investigativo especializado. “Foi mais uma etapa desse trabalho feito em conjunto… garantindo a segurança de todos”, afirmou.

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Caso Orelha: investigações avançam com provas digitais

A apreensão dos celulares é considerada uma etapa crucial, pois os dispositivos podem conter provas digitais como mensagens, fotos e vídeos relacionados aos supostos maus-tratos. A perícia tecnológica tem se tornado um pilar fundamental em investigações criminais modernas.

O caso, que ganhou repercussão, mostra a atuação coordenada de diferentes especialidades policiais – da proteção animal à investigação de adolescentes e ao policiamento aeroportuário.

Maus-tratos contra animais é crime previsto na Lei Federal 9.605/98 (Lei de Crimes Ambientais), com pena de detenção de três meses a um ano, além de multa. Por se tratarem de adolescentes, as medidas aplicáveis serão definidas com base no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A Polícia Civil segue com as investigações para apurar todos os detalhes do caso e fornecer um conjunto robusto de provas às autoridades competentes.

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