Comércio tem maior alta em sete meses, com vendas crescendo 0,5% em outubro

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As vendas do comércio varejista brasileiro cresceram 0,5% em outubro, na comparação com setembro. É a maior alta mensal desde março deste ano, quando o setor avançou 0,7%. Os dados são da Pesquisa Mensal de Comércio do IBGE, divulgada nesta quinta-feira (11). Na comparação com outubro de 2024, o crescimento foi de 1,1%.

O resultado interrompe uma sequência de desempenho fraco e sinaliza uma reação do consumo. Sete das oito atividades pesquisadas registraram alta, com destaque para equipamentos de informática e comunicação (3,2%), combustíveis (1,4%) e móveis e eletrodomésticos (1%). Apenas o setor de tecidos, vestuário e calçados apresentou leve recuo de 0,3%.

Desvalorização do dólar e promoções impulsionaram setor de eletrônicos

De acordo com o gerente da pesquisa, Cristiano Santos, a forte alta em informática e eletrodomésticos foi impulsionada por uma combinação de fatores. “As empresas aproveitaram a depreciação do dólar e performaram melhor, também por conta de promoções”, afirmou. A queda do dólar reduz o custo de produtos importados, permitindo preços mais competitivos.

Santos também citou a queda da inflação, um mercado de trabalho aquecido e o crescimento do crédito para pessoas físicas (2,1% em outubro) como elementos que convergiram para estimular o consumo no período.

Comércio ainda está 0,5% abaixo do pico de março

Apesar do bom resultado, o comércio ainda está 0,5% abaixo do maior nível já registrado, alcançado em março de 2025. No acumulado dos últimos 12 meses, o crescimento do setor desacelerou para 1,7%, o menor patamar desde dezembro de 2024. A atividade, porém, mantém-se 9,6% acima do nível pré-pandemia (fevereiro de 2020).

Quando se considera o varejo ampliado (que inclui veículos e material de construção), o avanço foi de 1,1% em outubro, puxado principalmente pelas vendas de veículos e pelo atacado de alimentos e bebidas.

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Portanto, os números de outubro trazem um sinal de alívio após meses de estagnação. A recuperação, no entanto, ainda é moderada e depende da manutenção de um cenário econômico favorável, com inflação controlada e juros eventualmente mais baixos.

Em resumo, o comércio deu um passo importante para sair do marasmo. O desafio agora é sustentar essa trajetória positiva nos próximos meses.

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