segunda-feira, 16 fevereiro, 2026

Pix Parcelado: Banco Central deve oficializar funcionalidade neste mês

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Por: Mayara Leite – Redatora Seo On

Economia – O Banco Central deve oficializar até o fim de setembro a chegada do Pix Parcelado, funcionalidade que já vinha sendo testada por bancos e fintechs, mas de forma independente e sem padronização. A medida promete maior transparência, padronização de regras e mais opções para consumidores e lojistas em todo o país.

O que muda com a regulamentação

Atualmente, cada instituição que oferece o Pix parcelado define suas próprias condições, como número de parcelas, taxas e análise de crédito. Com a regulamentação, o Banco Central vai estabelecer diretrizes nacionais que deverão ser seguidas, permitindo mais clareza e segurança para quem optar pela modalidade.

Segundo a Febraban (Federação Brasileira de Bancos), os consumidores terão acesso, no momento da transação, a informações detalhadas como taxa de juros, custo efetivo total e valor final a ser pago, evitando surpresas e aumentando a confiança no processo.

Como funciona o Pix parcelado

Na prática, o consumidor poderá parcelar o pagamento via Pix no momento da compra, sem depender do lojista. O estabelecimento receberá o valor integral à vista, enquanto o cliente assumirá uma operação de crédito junto ao banco ou fintech.

Para utilizar, será necessário ter uma linha de crédito pré-aprovada pela instituição financeira, mas não é preciso possuir cartão de crédito. Essa modalidade pode ser usada em compras, transferências e até no pagamento de serviços, funcionando como uma alternativa ao cartão tradicional.

Vantagens e preocupações

Entre as vantagens destacadas pelo setor financeiro estão o acesso facilitado a compras de maior valor, mais opções de pagamento e maior competitividade no mercado de crédito. Gilmar Hansen, vice-presidente sênior do RecargaPay, destacou que a medida deve “beneficiar consumidores, lojistas e instituições, aumentando o uso do Pix no dia a dia”.

No entanto, o Instituto de Defesa do Consumidor (Idec) manifestou preocupação. A entidade alerta que associar o Pix, criado com base na instantaneidade, simplicidade e gratuidade, a uma operação de crédito pode gerar confusão e comprometer a confiança do usuário. Para o Idec, muitos podem acreditar estar fazendo apenas uma transferência parcelada, sem compreender que estão assumindo uma dívida.

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Cuidados ao utilizar o Pix parcelado

Assim como qualquer linha de crédito, o Pix parcelado exige planejamento. Especialistas da Serasa recomendam cautela:

  • Atenção aos juros, que podem variar entre instituições.
  • Evitar parcelar gastos por impulso ou compras supérfluas.
  • Planejar parcelas que caibam no orçamento mensal.
  • Simular antes de confirmar a transação, avaliando juros e custo final.

O futuro do Pix

Desde sua criação em 2020, o Pix já movimentou mais de R$ 76 trilhões e transformou a forma de pagamento no Brasil. Agora, com a chegada do parcelamento, o sistema se fortalece como concorrente direto do cartão de crédito, ampliando ainda mais sua relevância no mercado financeiro nacional.

Fonte: Portal CNN

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