O programa Computadores para Inclusão une sustentabilidade e educação ao recuperar eletrônicos descartados para doação. A iniciativa brasileira agora serve de modelo para a Fundación Nuevo Milenio expandir a capacitação técnica e o acesso digital na Argentina, Bolívia, Paraguai e Chile.
Expansão do modelo brasileiro na região
Em dezembro, o programa Computadores para Inclusão, executado pelo Ministério das Comunicações, consolidou sua posição como referência internacional. O presidente da Fundación Nuevo Milenio, Gustavo Gutierrez, visitou o Centro de Recondicionamento de Computadores (CRC) em Recife para conhecer a metodologia e assinou um protocolo de intenções que visa colaborar com a expansão da iniciativa para outros países sul-americanos.
A proposta brasileira despertou o interesse da entidade argentina por integrar três frentes estratégicas: o recondicionamento de equipamentos eletrônicos descartados, a capacitação técnica de jovens em situação de vulnerabilidade e a doação dos computadores recuperados a escolas públicas e comunidades que enfrentam exclusão digital.
Impacto social e sustentabilidade
Durante a visita ao CRC de Recife, que funciona no Instituto de Inovação e Economia Circular (IEC Brasil), Gutierrez destacou a versatilidade do projeto. “O que mais chamou a minha atenção foi a ampla área de atuação e influência que esse programa tem na sociedade, porque mexe nas áreas de educação, ecologia, reciclagem e cultura. Achei uma ideia inovadora que precisa ser replicada em outros países”, afirmou o presidente da fundação.
Para o ministro das Comunicações, Frederico de Siqueira Filho, a parceria reforça a solidez da política pública. “O reconhecimento internacional do programa Computadores para Inclusão demonstra que o Brasil está no caminho certo ao investir em políticas públicas que unem inclusão digital, capacitação profissional e sustentabilidade. Ver essa iniciativa despertar interesse de outros países reforça nosso compromisso de ampliar o acesso à tecnologia”, destacou o ministro.
Funcionamento do programa
Segundo informações da Agência Gov, o Computadores para Inclusão opera em três ciclos fundamentais:
- Coleta de equipamentos descartados por bancos e órgãos públicos.
- Triagem técnica e recondicionamento nos CRCs, onde jovens de baixa renda aprendem a recuperar e montar as máquinas.
- Doação dos equipamentos a escolas, associações, aldeias indígenas e comunidades quilombolas.
Os componentes que não podem ser reaproveitados recebem destinação ambientalmente adequada, combatendo o acúmulo de lixo eletrônico. O acordo firmado prevê um aprofundamento técnico inicial para que a Fundación Nuevo Milenio — que já atua na formação de professores na Argentina, Bolívia, Paraguai e Chile — possa adaptar a metodologia brasileira às realidades locais.
Fonte: Portal Gov.




