Técnica brasileira pode reduzir cirurgia no câncer de mama

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Uma técnica desenvolvida no Brasil para o câncer de mama promete tornar a retirada completa de tumores menos invasiva. O método foi publicado em agosto deste ano na ASO (Annals of Surgical Oncology), combina biópsia a vácuo com raspagens da cavidade mamária e busca evitar cirurgias feitas só para confirmar se o tumor saiu por inteiro.

Como a técnica tenta poupar cirurgia

O procedimento junta a biópsia assistida a vácuo, também chamada de mamotomia, com raspagens das margens da cavidade do tecido mamário. Depois da coleta, o médico retira fragmentos dessa área com uma agulha e envia o material para análise, para verificar se ainda há células cancerígenas. Em alguns casos, a própria extração do tecido já remove a lesão, dependendo do tamanho do tumor.

O estudo “Coleta de fragmentos das margens da cavidade como parte da biópsia mamária estendida assistida a vácuo: uma abordagem potencial para prever a excisão percutânea de câncer de mama” analisou 120 casos do banco de dados da Redimama-Redimasto, centro especializado em imagem mamária em Belo Horizonte (MG). A pesquisa partiu do projeto de dissertação de doutorado da mastologista Paula Clarke, idealizado e orientado pelos colegas Professor Doutor Eduardo Carvalho Pessoa e Henrique Lima Couto, no Departamento de Obstetrícia e Ginecologia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), em Botucatu (SP).

“No estudo, que expõe um problema real em oncologia, avaliamos se a biópsia mamária estendida assistida a vácuo associada a shaving era capaz de prever a remoção completa de tumores pequenos. Esta estratégia é um passo potencialmente importante para futuras abordagens de tratamento percutâneo de câncer de mama”, disse a pesquisadora.

Segundo o levantamento, 37,5% dos 120 casos analisados não apresentaram tumor que precisassem de cirurgia. Clarke resumiu o resultado assim: “A estratégia conseguiu remover completamente o câncer em um a cada três casos”.

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Brasil testa o VAE Breast 01

Henrique Lima Couto afirmou que as descobertas seguem para validação em um ensaio clínico de fase 2. Ele também disse que outras comprovações continuam em testagem com pacientes em tratamento de câncer de mama pós-quimioterapia.

“A investigação vem sendo conduzida única e exclusivamente no Brasil, fronteira, liderança e vanguarda com o estudo VAE Breast 01, abordagem minimamente invasiva que avalia o tratamento percutâneo e a ressecção completa de tumores com a intenção de tratar o câncer de mama”, concluiu.

O Ministério da Saúde define o câncer de mama como a multiplicação desordenada de células anormais nas mamas. O tumor maligno pode invadir outros tecidos e órgãos. No Brasil, a taxa de incidência é de 66,54 novos casos para cada 100 mil mulheres, e a doença é a primeira causa de morte por câncer em mulheres.

  • Qualquer nódulo mamário em mulheres com mais de 50 anos;
  • Nódulo mamário em mulheres com mais de 30 anos, que persistem por mais de um ciclo menstrual;
  • Ferida ou irritação na pele do bico do seio que parece uma alergia ou micose, mas que não melhora com pomadas comuns;
  • Homens com mais de 50 anos com tumoração palpável unilateral (Caroço que aparece e pode ser sentido em apenas uma das mamas);
  • Presença de linfadenopatia axilar (Ínguas ou caroços na axila); e
  • Aumento progressivo do tamanho da mama com a presença de sinais de edema, como pele com aspecto de casca de laranja.

As informações são da CNN Brasil.

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