H. pylori pode ficar anos no estômago e elevar risco de câncer

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A bactéria Helicobacter pylori, ou H. pylori, pode passar anos no estômago sem dar sinais e está entre as principais causas do câncer gástrico; o alerta foi feito por especialistas da FBG, que usam a campanha Setembro Rubi 2026 para chamar atenção para a prevenção e para o diagnóstico precoce.

O que a H. pylori faz no estômago

A infecção acontece no revestimento do estômago. Com o tempo, essa agressão pode aumentar o risco de câncer. Segundo dados do Radar do Câncer, desenvolvido pelo Instituto Oncogia, o número estimado de casos novos no Brasil para cada ano entre 2026 e 2028 é de 22.530, e a doença ocupa a 5° posição entre os tipos de câncer mais frequentes, sem considerar os tumores de pele não melanoma.

Dr. Bruno Sanches, membro titular da Federação Brasileira de Gastroenterologia e presidente do Núcleo de Pesquisa do H pylori, disse: “O objetivo não é gerar medo em torno de uma bactéria tão frequente, mas transformar conhecimento em prevenção. Saber que existe uma relação entre H. pylori e câncer gástrico permite que médicos e pacientes tomem decisões mais conscientes sobre investigação, tratamento e acompanhamento”.

Ele também afirmou: “É importante deixar claro que ter H. pylori não significa que a pessoa terá câncer. A maioria dos indivíduos infectados não desenvolverá a doença. O que sabemos é que a infecção é um fator de risco importante e que, quando identificada, precisa ser avaliada e tratada de forma adequada”.

A bactéria pode ser transmitida de pessoa para pessoa, especialmente se os infectados não lavarem as mãos após evacuarem. Beijo, contato próximo, água e consumos infectados também estão relacionados à forma de contágio. Depois da contaminação, ela se desenvolve na camada mucosa do revestimento gástrico e pode causar gastrite ou úlcera no estômago.

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Quando investigar H. pylori

Para reduzir o risco de contaminação, a orientação é comer frutas e verduras bem lavadas, higienizar as mãos regularmente com água e sabão e evitar alimentos crus ou mal cozidos. Como a infecção muitas vezes não provoca sintomas, manter o atendimento médico em dia ajuda a identificar o problema; um profissional especializado na região gástrica pode indicar exames como endoscopia e biópsia para detectar a bactéria no organismo.

Dr. Bruno Sanches disse: “Existem situações em que a investigação é especialmente importante, e cabe ao médico avaliar a indicação, escolher o teste adequado e interpretar o resultado. O mesmo vale para o tratamento”.

Além da bactéria, outros fatores de risco estão associados ao câncer de estômago: excesso de gordura corporal (sobrepeso e obesidade), consumo de álcool, consumo excessivo de sal, alimentos salgados ou conservados no sal, tabagismo, ingestão de água proveniente de poços com alta concentração de nitrato, doenças pré-existentes como anemia perniciosa e lesões pré-cancerosas como gastrite atrófica e metaplasia intestinal, combinação de tabagismo com bebidas alcoólicas ou com cirurgia anterior do estômago e ter parentes de primeiro grau com câncer de estômago.

Nos estágios iniciais, o câncer de estômago costuma não apresentar sintomas ou se confunde com gastrite ou úlcera. Entre os sinais que merecem atenção estão perda de peso sem motivo aparente, falta de apetite, cansaço frequente, sensação de estômago sempre cheio, náuseas e vômitos, dor ou desconforto na parte superior do abdômen; em alguns casos, pode haver vômito com sangue ou fezes escuras, pastosas e com odor forte — sinais que podem indicar sangramento no estômago e precisam ser investigados.

Nos casos mais avançados, podem surgir aumento do fígado, nódulos na região do pescoço ou próximo ao umbigo e massa palpável na parte superior do abdômen. A detecção rápida aumenta a chance de cura. Mesmo depois do tratamento, o paciente precisa manter as consultas em dia porque o risco de retorno do câncer é maior nos 2 primeiros anos.

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As informações são da CNN Brasil.

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