sexta-feira, 10 abril, 2026

Lei em SC permite que pais proíbam filhos de terem aulas sobre identidade e igualdade de gênero

Compartilhe essa notícia:

Resumo

O governador Jorginho Mello sancionou uma lei em Santa Catarina que permite aos pais proibirem a presença de filhos em aulas sobre gênero e sexualidade. A medida abrange escolas públicas e privadas. Instituições que descumprirem a norma podem ser multadas ou suspensas.

Direito de veto dos pais em atividades pedagógicas

Conforme apuração original do portal G1 SC, o governador de Santa Catarina, Jorginho Mello (PL), sancionou uma legislação que concede aos pais ou responsáveis o direito de impedir que estudantes participem de atividades pedagógicas que tratem de identidade de gênero, orientação sexual, diversidade e igualdade de gênero. A sanção foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE) na última segunda-feira (6).

Destaques da nova legislação

  • Veto dos pais: Responsáveis podem proibir a participação de alunos em aulas sobre diversidade sexual e gênero.
  • Abrangência: A nova regra é válida para todas as instituições de ensino, sejam elas públicas ou particulares.
  • Penalidades financeiras: Escolas que não cumprirem a lei podem receber multas que variam de R$ 1 mil a R$ 10 mil.
  • Sanções administrativas: Além de multas, as unidades de ensino podem sofrer suspensão de até 90 dias ou cassação do funcionamento.

Regras para instituições públicas e privadas

A nova lei estabelece que o veto dos responsáveis deve ser respeitado tanto em colégios da rede pública quanto em instituições privadas. O texto oficial detalha que a proibição se aplica a aulas e atividades que abordem temas de orientação sexual e igualdade de gênero no ambiente escolar.

Punições previstas em caso de descumprimento

O descumprimento da norma acarreta sanções severas para as unidades de ensino. As multas estabelecidas ficam entre R$ 1 mil e R$ 10 mil. Em situações específicas, a instituição pode ser suspensa temporariamente por um período de até 90 dias ou, em última instância, ter sua autorização de funcionamento cassada definitivamente.

LEIA TAMBÉM  Hemosc registra queda de 4% nas doações de sangue e reforça alerta

Questionamentos aos órgãos estaduais

A Secretaria de Estado da Saúde (SES) foi consultada sobre como será feita a fiscalização da nova regra e qual será o destino dos valores arrecadados com as multas. Também foram solicitados esclarecimentos sobre o que o estado define tecnicamente como “identidade de gênero” e “diversidade sexual”, porém, não houve retorno das autoridades até a última atualização desta notícia.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

STF julga lei que proíbe cotas raciais em Santa Catarina

Ministros analisam constitucionalidade de norma estadual que veta reserva de vagas para negros em universidades.