O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina deflagrou na manhã desta quinta-feira (12) duas ações simultâneas contra uma organização criminosa com atuação em Xanxerê, Chapecó e municípios da região Oeste. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão em Santa Catarina e no Paraná, e uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
As operações — novos desdobramentos da 5ª fase da “Operação Sodalitas Finis – Casa de Pedra” e a “Operação Bow Tie” — integram o esforço contínuo do MPSC para desarticular a estrutura criminosa que atua na região.
Operação Sodalitas Finis: sétima fase mira cidades de SC e PR
Nesta nova etapa da Operação Sodalitas Finis, foram cumpridos sete mandados de busca e apreensão expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas. As diligências ocorreram em Chapecó, Xanxerê, Ponte Serrada, Blumenau e Cascavel (PR).
A ação contou com atuação integrada do GAECO de Santa Catarina e apoio da Polícia Civil e Militar. No Paraná, houve participação do GAECO local e suporte do Setor de Operações Especiais (SOE) da Polícia Penal do Paraná. Durante os trabalhos, uma pessoa foi presa em flagrante por posse de drogas.
A operação, cujo nome significa “o fim do grupo”, já havia mobilizado mais de 300 agentes em junho de 2025, com 51 mandados de busca e 43 prisões preventivas. As investigações seguem apurando crimes como tráfico de drogas em larga escala, homicídios e roubos.
Operação Bow Tie: advogada é alvo por “sintonia” com presos
Concomitantemente, foi deflagrada a Operação Bow Tie, originada a partir de elementos colhidos ao longo da 5ª fase da Sodalitas Finis. Foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em Xanxerê, também expedidos pela Vara Estadual de Organizações Criminosas, contra uma advogada.
O nome da operação faz referência a um tipo específico de nó de gravata. No jargão carcerário, “gravata” é o termo utilizado pelos presos para se referirem a advogados. A investigação apura o uso indevido das prerrogativas profissionais para realizar a chamada “sintonia” entre presos.
A “sintonia” é o termo empregado para descrever a ação de levar e trazer informações entre pessoas encarceradas e em liberdade. Tal processo de comunicação coloca a sociedade em risco e promove o crescimento e a expansão de organizações criminosas, notadamente por serem responsáveis pelo funcionamento do sistema de comunicação entre criminosos.
Investigações tramitam em sigilo
As investigações seguem em andamento sob sigilo. De acordo com o MPSC, novas informações poderão ser divulgadas assim que os autos forem publicizados.
O GAECO
O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) é uma força-tarefa conduzida pelo Ministério Público de Santa Catarina e composta por Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar. Tem como finalidade a identificação, prevenção e repressão às organizações criminosas.






