quarta-feira, 18 março, 2026

PM aprende cocaína e material para tráfico em porão com menores e crianças em Chapecó

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A Polícia Militar de Santa Catarina encontrou um cenário de vulnerabilidade e crime ao atender uma ocorrência de tráfico de drogas no bairro Bom Pastor, em Chapecó, na tarde desta terça-feira (27). Em um porão de residência, foram localizadas duas adolescentes, duas crianças pequenas e material usado no fracionamento de entorpecentes.

A ação do 2º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (2º BPM/Fron) ocorreu durante patrulhamento em um ponto conhecido pela venda de drogas. Os policiais visualizaram uma mulher tentando se esconder, o que desencadeou a abordagem.

Cena flagrada: menores, crianças e drogas

Ao seguir até o fundo de um beco, a guarnição encontrou duas mulheres menores de idade acompanhadas de duas crianças, de aproximadamente 2 e 5 anos. No local, sobre um banco, havia uma caixa de lâminas de barbear com resquícios de droga e um prato.

Sob o mesmo banco, os policiais localizaram uma porção de cocaína de cerca de 2 gramas. As jovens informaram que moravam no porão da residência que dava acesso ao local.

Material de fracionamento e dinheiro escondido

Diante da flagrante ilegalidade, os policiais ingressaram no interior do imóvel. Dentro do porão, foram encontrados dois rolos de papel filme, material típico para embalar drogas, e R$ 100 em espécie.

Durante a busca pessoal, uma das adolescentes retirou R$ 70 escondido em suas roupas íntimas e mais R$ 5,50 do bolso, totalizando R$ 175,50 apreendidos.

Histórico e contexto de vulnerabilidade extrema

A apreensão, embora de quantidade pequena de droga, indicava a prática de fracionamento para venda no local. A situação foi agravada por outros fatores revelados durante a ação:

  • Uma das adolescentes já possui registro recente por tráfico, há menos de 30 dias;
  • As duas moravam no local sem a presença de qualquer responsável legal;
  • Duas crianças em tenra idade (2 e 5 anos) estavam no ambiente do crime.
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Encaminhamento e orientações

Diante dos fatos, as jovens foram conduzidas à Delegacia de Polícia Civil para os procedimentos legais. As crianças foram colocadas sob os cuidados do Conselho Tutelar ou de parentes, conforme protocolo de proteção.

Além das medidas criminais, o caso evidencia uma grave situação de abandono e exploração, exigindo a atuação integrada da rede de proteção à criança e ao adolescente de Chapecó.

Além da repressão: um retrato social

A ocorrência no Bom Pastor vai além de uma simples apreensão. Ela revela um cenário complexo de vulnerabilidade social, onde menores em situação de abandono são cooptadas pelo crime.

A presença de crianças no local aumenta a gravidade do caso, expondo-as a riscos imensuráveis. A ação policial, portanto, atua também como um mecanismo para acionar a assistência social e a proteção dos direitos infanto-juvenis.

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