quarta-feira, 21 janeiro, 2026

Polícia prende homem condenado a 24 anos de prisão em propriedade rural de Chapecó

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A Polícia Militar cumpriu um mandado de prisão de alta periculosidade na manhã desta terça-feira (20), no interior de Chapecó. Os militares do 2º Batalhão de Polícia Militar de Fronteira (2º BPM/Fron) localizaram e prenderam um homem de 31 anos, condenado pelo crime de roubo (art. 157 do Código Penal) a uma pena remanescente de 24 anos e 4 meses de reclusão. A ação ocorreu em uma propriedade rural na Linha Faxinal dos Rosa.

O indivíduo estava foragido da Justiça e possuía um mandado de prisão em aberto. Após a prisão, ele passou pelos procedimentos legais no Instituto Geral de Perícias (IGP) e foi encaminhado ao sistema prisional, onde ficará à disposição da Justiça para o cumprimento da longa pena.

Operação policial e prisão na zona rural

A guarnição foi acionada após tomar conhecimento da existência do mandado de prisão em desfavor do homem de 31 anos. Com a informação de que ele poderia estar em uma propriedade rural na localidade de Faxinal dos Rosa, a equipe se deslocou até o local para cumprir a ordem judicial.

A operação foi realizada sem incidentes. Os policiais localizaram o condenado no interior da propriedade e efetuaram a prisão em flagrante por descumprimento de ordem judicial (estar foragido). A ação foi rápida e direta, garantindo a integridade dos policiais e do preso.

“Era um mandado de alta gravidade, por uma pena muito longa. A localização em área rural exigiu cautela, mas a ação foi bem-sucedida”, comentou um dos integrantes da guarnição. O trabalho de inteligência para localizar o foragido foi fundamental para o sucesso da operação.

O crime e a pena: entenda o art. 157 do Código Penal

O homem foi condenado pelo crime previsto no artigo 157 do Código Penal, que tipifica o crime de roubo. Diferente do furto (quando se subtrai coisa alheia sem violência), o roubo é caracterizado pela subtração mediante grave ameaça ou violência à pessoa.

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A condenação a uma pena remanescente de 24 anos e 4 meses indica a gravidade do crime cometido. Penas desse porte são aplicadas em casos de roubo qualificado, quando há agravantes como:

  • Uso de arma de fogo.
  • Participação de duas ou mais pessoas (concurso de agentes).
  • Vitimização de pessoa idosa ou vulnerável.
  • Roubo com restrição da liberdade da vítima (sequestro relâmpago).
  • Extensão da lesão corporal causada.

A pena remanescente é a parte da sentença que ainda precisa ser cumprida, descontados eventuais benefícios já usufruídos, como a progressão de regime.

Trâmites pós-prisão e encaminhamento ao sistema prisional

Após a prisão em flagrante por estar foragido, o homem passou por um roteiro padrão de procedimentos legais:

  1. Condução ao IGP: Foi levado ao Instituto Geral de Perícias para a coleta de digitais, fotografia e eventuais exames de corpo de delito, visando a comprovação de sua identidade e regularização do processo.
  2. Audiência de Custódia: Provavelmente foi apresentado a um juiz em até 24 horas para que a prisão fosse validada e seu regime inicial de cumprimento de pena fosse definido.
  3. Encaminhamento ao Sistema Prisional: Com a prisão validada, ele foi recolhido a uma unidade prisional para dar início ao cumprimento efetivo dos 24 anos e 4 meses de pena.

Por se tratar de uma pena longa, ele iniciará o cumprimento no regime fechado, em um presídio de segurança média ou máxima. A progressão para regimes menos rigorosos (como o semiaberto) dependerá do seu comportamento e do cumprimento de parte da pena no regime anterior.

Combate à impunidade e segurança pública

A prisão de um condenado a uma pena tão longa representa um avanço significativo para a segurança pública na região. Indivíduos condenados por crimes graves e que estão foragidos representam um risco constante à sociedade.

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“Cada foragido localizado e preso é uma vitória. Tira da sociedade alguém que já foi julgado e condenado por um crime grave e que não estava cumprindo a pena determinada pela Justiça”, avaliou uma autoridade policial.

A operação demonstra a capacidade de ação das polícias mesmo em áreas afastadas do centro urbano. O trabalho conjunto de inteligência, planejamento e execução garante que mandados judiciais sejam cumpridos, reforçando a autoridade do Estado e a sensação de justiça na população.

O homem preso agora aguardará, sob custódia, a definição dos trâmites finais para o início do cumprimento integral de sua pena no sistema prisional catarinense.

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