terça-feira, 20 janeiro, 2026

Chapecó abre mais de 500 vagas na construção civil no início de 2026

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Resumo

O aquecimento imobiliário em Chapecó projeta recorde de contratações em 2026, impulsionado por 8.399 empresas ativas. A expansão atrai marcas globais de luxo e pressiona o mercado por profissionais qualificados, exigindo novas estratégias de remuneração e formação técnica regional.

Chapecó iniciou 2026 com o mercado imobiliário em expansão e uma oferta imediata de mais de 500 vagas na construção civil no Oeste catarinense. O volume de oportunidades já supera em 65% o saldo total de empregos gerados pelo setor em todo o ano de 2025, refletindo o ritmo acelerado de aproximadamente 500 empreendimentos em execução simultânea na cidade, segundo dados do ND Mais.

Investimentos bilionários e mercado de luxo

Consolidada como um dos pilares da economia local, a construção civil movimenta cerca de R$ 20 bilhões em investimentos privados em Chapecó. O segmento já representa 13% do PIB municipal, ficando atrás apenas da agroindústria. O aquecimento é reforçado pela chegada de conceitos sofisticados do design mundial, como a parceria entre a italiana Tonino Lamborghini e a SM Santa Maria, que posiciona o município ao lado de destinos como Balneário Camboriú e São Paulo.

Perfil das vagas e canais de contratação

De acordo com o Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção e de Artefatos de Concreto Armado do Oeste), a procura é tão intensa que uma única empresa local concentra mais de 100 oportunidades para contratação imediata. O Balcão de Empregos municipal soma 1.476 postos abertos, dos quais cerca de 30% são destinados especificamente ao setor imobiliário. No Sine Chapecó, as funções com maior demanda incluem:

  • Ajudante de eletricista;
  • Soldador;
  • Servente de obras.

Cenário econômico e desafios do setor

Em 2025, o setor teve um saldo positivo de 304 vagas, resultado de 7.573 admissões. Atualmente, Chapecó reúne 8.399 empresas ativas na área, sendo 4.709 microempreendedores individuais (MEIs) e 3.690 micro e pequenas empresas. O presidente do Sinduscon, Alexandre Fiorini, aponta que a escassez de profissionais exige novas abordagens, como a remuneração por produtividade e parcerias com instituições de ensino. “O objetivo é despertar o interesse dos jovens e fortalecer a imagem da construção civil como um ambiente profissional em constante evolução”, afirma Fiorini.

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Impacto da legislação trabalhista

A entidade monitora a tramitação de propostas como a PEC da jornada de 36 horas semanais. Para o Sinduscon, a mudança pode agravar a falta de mão de obra e elevar custos. Fiorini avalia que a defesa do setor é por melhorias na qualidade de vida e remuneração, mas defende mudanças graduais que permitam a adaptação das empresas sem perdas de produtividade.

Fonte: Sine Chapecó

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