quinta-feira, 28 agosto, 2025

STF esclarece que suspensão de ações sobre pejotização não atinge motoristas e entregadores de aplicativos

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O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), esclareceu nesta quinta-feira (28) que a suspensão dos processos que tratam da pejotização nas relações de trabalho não inclui os casos envolvendo plataformas digitais e trabalhadores como motoristas ou entregadores de aplicativos.

Decisão do STF sobre pejotização

A manifestação ocorreu após um pedido de esclarecimento sobre a decisão tomada em abril, quando o ministro suspendeu todas as ações relacionadas à pejotização até que a Corte se pronuncie de forma definitiva. Mendes destacou que a questão das plataformas digitais será analisada em outro processo, sob relatoria do ministro Edson Fachin.

Segundo Mendes, “as ações que digam respeito a relações de trabalho intermediadas por aplicativos digitais possuem natureza própria e peculiaridades fáticas e jurídicas que extrapolam a discussão sobre licitude da contratação de autônomos ou pessoas jurídicas”.

O que é pejotização?

O termo pejotização se refere à prática de contratar trabalhadores como pessoa jurídica (PJ) em vez de assinar a carteira de trabalho. Essa modalidade se expandiu após a reforma trabalhista de 2017, que autorizou a terceirização inclusive nas atividades-fim das empresas.

Desde então, milhares de processos chegaram à Justiça do Trabalho com pedidos de reconhecimento de vínculo empregatício. Dados do Ministério Público do Trabalho (MPT) apontam que, entre 2020 e março de 2025, foram ajuizadas 1,21 milhão de reclamações sobre o tema.

Próximos passos no STF

No dia 6 de outubro, o STF realizará uma audiência pública para discutir a pejotização. A medida, segundo Gilmar Mendes, servirá para auxiliar na análise do tema e estabelecer critérios para contratações de autônomos e PJs.

“É inegável que, no cenário atual, a contratação de prestadores de serviço, tanto na condição de autônomos quanto por intermédio de pessoas jurídicas, tornou-se prática recorrente entre empresas de todos os portes e segmentos”, afirmou o ministro.

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