sexta-feira, 6 fevereiro, 2026

Arquivos secretos do caso Epstein vêm a público e citam bilionários, políticos e celebridades

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Resumo

Milhões de novos arquivos do caso Jeffrey Epstein foram divulgados nos Estados Unidos e incluem trocas de mensagens, fotos e registros que citam figuras influentes do mundo político, empresarial e cultural.

A divulgação de milhões de novos documentos relacionados ao caso Jeffrey Epstein reacendeu o debate internacional sobre as conexões do financista condenado por crimes sexuais com algumas das pessoas mais ricas e influentes do mundo. O material foi tornado público pelo governo dos Estados Unidos no dia 30 de janeiro, em cumprimento à chamada Lei de Transparência dos Arquivos Epstein.

O novo lote reúne cerca de três milhões de páginas, além de 180 mil imagens, 2 mil vídeos e milhares de mensagens eletrônicas. Entre os nomes mencionados estão Elon Musk, Bill Gates, Donald Trump, Richard Branson, Sergey Brin, além de políticos, diplomatas e membros da realeza britânica.

O que são os arquivos Epstein

Os documentos fazem parte de investigações conduzidas por autoridades federais norte-americanas e incluem e-mails, registros financeiros, fotos, agendas e mensagens de texto associadas a Epstein e a pessoas de seu círculo social e profissional.

Autoridades e especialistas ressaltam que aparecer nos arquivos não significa envolvimento em crimes. Em muitos casos, os registros mostram apenas contatos sociais, convites, reuniões ou trocas de mensagens, sem qualquer prova de irregularidade.

Lei de Transparência e pressão política

A divulgação ocorreu semanas após o prazo previsto na lei sancionada em novembro, durante o governo do presidente Donald Trump, que determinava a liberação integral dos documentos relacionados ao caso.

Parlamentares democratas e alguns republicanos afirmam, no entanto, que nem todo o material foi tornado público, e acusam o governo de reter arquivos adicionais, o que mantém o tema no centro do debate político nos EUA.

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Quem são algumas das figuras citadas nos documentos

Os arquivos mencionam dezenas de personalidades públicas. Entre elas:

  • Elon Musk, citado em trocas de e-mails com Epstein sobre viagens e eventos sociais. O empresário afirma nunca ter visitado a ilha particular do financista.
  • Bill Gates, mencionado em mensagens cuja autenticidade e envio não são totalmente confirmados. Gates nega veementemente qualquer irregularidade.
  • Donald Trump, citado diversas vezes em denúncias não verificadas reunidas pelo FBI. O ex-presidente nega envolvimento e afirma ter rompido relações com Epstein há décadas.
  • Príncipe Andrew, da família real britânica, aparece em fotografias incluídas nos arquivos. Ele nega qualquer conduta ilegal.
  • Richard Branson, fundador do Grupo Virgin, cujo nome surge em trocas de mensagens antigas. A empresa afirma que o contato foi limitado e anterior à revelação dos crimes.
  • Sergey Brin, cofundador do Google, mencionado em registros de visitas e convites sociais, sem indícios de crime.
  • Ehud Barak, ex-primeiro-ministro de Israel, que reconheceu encontros com Epstein, mas nega qualquer comportamento inadequado.

Outros nomes citados incluem Steve Bannon, Larry Summers, Howard Lutnick, Casey Wasserman, Brett Ratner e Peter Attia, entre empresários, políticos e figuras do entretenimento.

Nenhuma acusação automática

Especialistas jurídicos reforçam que os arquivos não constituem provas criminais, mas sim registros brutos de investigações. Muitas das mensagens e denúncias incluídas nos documentos não foram verificadas, e várias pessoas citadas nunca foram formalmente acusadas.

Diversos nomes mencionados divulgaram notas oficiais negando qualquer participação em crimes e afirmando apoio às vítimas de Epstein.

Por que a divulgação é importante

Apesar das limitações, a liberação dos arquivos é vista como um avanço na transparência institucional e no direito à informação. Para defensores das vítimas, o acesso aos documentos pode ajudar a reconstruir redes de poder, influência e omissão que permitiram que os crimes de Epstein ocorressem por anos.

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Jeffrey Epstein morreu em 2019, enquanto estava sob custódia federal, em um caso oficialmente classificado como suicídio, mas que ainda gera controvérsias.

Fonte: BBC

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