quarta-feira, 10 junho, 2026

Catiane Longhi Menin agora é a Presidente da Sicredi Região da Produção

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O Banco Central homologou, no último dia 12 de maio, a nova composição do Conselho de Administração da Sicredi Região da Produção. O Colegiado, liderado pela presidente, Catiane Longhi Menin, e pelo vice-presidente, Saul João Rovadoscki, contará com os seguintes conselheiros: Daniel Ribeiro dos Santos (Xaxim/SC), Evandro Pedro Bernardi (Ronda Alta/RS), Leonardo Portolan (Sarandi/RS), Maieri Stivanin (Rondinha/RS), Solani Cristina Gobbi Menegazzo (Constantina/RS), Jeferson Luiz Piccoli (Xanxerê/SC), Luiz Carlos Travi (Chapecó/SC), Rodrigo Gasparini (Nonoai/RS) e Valéria Regina Amaral Torres Reis (Sete Lagoas/MG). 

A eleição do novo Conselho ocorreu durante Assembleia Geral Ordinária, realizada em 14 de abril. Para marcar o novo momento de liderança da Cooperativa, a presidente compartilha sua trajetória, visão e perspectivas para o futuro da Sicredi Região da Produção na entrevista a seguir.

Quem é Catiane Longhi Menin? 

Sou natural de Rondinha (RS), filha de Vanderlei José Longhi e Leda Teresa Tristacci Longhi, ambos agricultores. Foram pessoas, cujos valores moldaram minha base pessoal e profissional. 

Sou a mais velha de três irmãos e há 25 anos resido em Sarandi (RS) com meu esposo, Francis Menin, e nosso filho, João Henrique. 

Trago desde cedo uma percepção muito clara do meu papel na sociedade e na comunidade: a forte atuação social e comunitária. Participo de entidades, como Rotary Clube de Sarandi, APAE, Grupo de Liturgia Comunitária e NUME – Núcleo de Mulheres Empreendedoras, que contribui para o desenvolvimento de lideranças femininas e a troca constante de experiências.  

Como iniciou sua trajetória no Sicredi e quais suas principais contribuições para o cooperativismo? 

Minha trajetória no Sicredi iniciou há 18 anos, com apoio em recrutamento e seleção e apoio à área contábil e administrativa. Ao longo do tempo, assumi responsabilidades em diferentes frentes estratégicas da cooperativa, sempre encarando como oportunidades de crescimento pessoal e também profissional. 

Atuei em áreas como crédito, operações, planejamento estratégico, inovação e compliance, consolidando uma visão integrada do negócio. 

Um marco relevante na minha trajetória foi a atuação na Diretoria de Operações, cargo que ocupei por 11 anos e estava até o momento. Foi nessa função que contribuí diretamente para a evolução dos processos, ganho de eficiência e crescimento sustentável da cooperativa. 

Quais foram os principais resultados à frente da Diretoria de Operações? 

Destaco como marco estratégico a expansão da cooperativa para o estado de Minas Gerais, um movimento que exigiu planejamento, adaptação regulatória e fortalecimento das equipes, preservando a essência do cooperativismo. Esse período também foi marcado por crescimento consistente para a Cooperativa. A base de associados cresceu de 77,6 mil, em 2022, para 132,4 mil, em 2026, representando um aumento de 70,5%. No mesmo período, os recursos administrados evoluíram de R$ 4,6 bilhões para R$ 8,1 bilhões, um crescimento de 76%. 

Quais desafios contribuíram para o seu desenvolvimento como líder? 

Os principais desafios estiveram relacionados à condução do crescimento com equilíbrio entre resultados, segurança e valorização das pessoas. 

Em momentos de mudança e expansão, reforcei o que sempre entendi como adequado: que liderar exige escuta, sensibilidade e construção coletiva. A liderança, para mim, está menos em respostas prontas e mais na capacidade de criar ambientes de confiança, onde as melhores soluções emergem de forma colaborativa. 

Como sua visão integrada contribui para decisão de estar à frente do Conselho de Administração? 

Minha trajetória me proporcionou uma visão ampla do negócio. Entendo que operações vão além de processos e números, envolvem pessoas, inovação e sustentabilidade. 

Essa compreensão sistêmica permite decisões mais consistentes, alinhadas ao crescimento sustentável e à preservação dos princípios cooperativistas, que são voltados a atender as necessidades dos associados 

O que mais a motiva no cooperativismo? 

O que mais me motiva é o propósito. O cooperativismo coloca as pessoas no centro e promove desenvolvimento real nas comunidades. Aprendi isso em casa, com meus pais, e vejo esse valor muito presente dentro do Sicredi.  

Temos um modelo de negócio que distribui resultados, fortalece vínculos e cria impacto positivo. Poder contribuir com isso, de forma colaborativa e transparente, é o que verdadeiramente me inspira. 

Como foi ser eleita presidente da cooperativa? 

Recebo essa eleição com senso profundo de responsabilidade. É o reconhecimento de uma trajetória construída de forma coletiva e consistente. 

Assumir a presidência significa representar decisões, pessoas e valores que impactam diretamente associados, colaboradores e comunidades. Meu papel é dar sequência a um legado, construído com valores e bases sólidas. 

Quais são seus objetivos como presidente do Conselho de Administração da cooperativa? 

Meu compromisso à frente da presidência é conduzir a cooperativa com equilíbrio, proximidade e uma visão clara de futuro, mantendo sempre os associados no centro das decisões. Nesse sentido, as prioridades estão direcionadas ao fortalecimento do crescimento sustentável, à manutenção da solidez financeira e da eficiência operacional, ao desenvolvimento de pessoas e lideranças, à ampliação da presença regional e ao avanço contínuo em inovação e transformação digital, sempre mantendo a proximidade e o atendimento humano, simples e próximo aos associados. Trata-se de uma agenda que busca garantir consistência nos resultados e, ao mesmo tempo, gerar valor duradouro para os associados e para as comunidades onde atuamos. 

LEIA TAMBÉM  Sicoob ultrapassa marca de 10 milhões de cooperados

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