quarta-feira, 11 março, 2026

Cesta básica fica mais cara em 14 capitais em fevereiro. Óleo de soja, açúcar, café e arroz tiveram redução no preço

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Na manhã desta segunda-feira, 9, a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) e o Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) divulgaram a Análise Mensal da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos referente a fevereiro de 2026. O estudo indica que a cesta básica mais cara em fevereiro foi registrada em 14 capitais brasileiras, que tiveram aumento no custo em relação a janeiro deste ano.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, as principais altas ocorreram em Natal (3,52%), João Pessoa (2,03%), Recife (1,98%), Maceió (1,87%), Aracaju (1,85%), Vitória (1,79%), Rio de Janeiro (1,15%) e Teresina (1,07%). Já as principais quedas foram em Manaus (-2,94%), Cuiabá (-2,10%), Brasília (-1,92%), Florianópolis (-1,09%) e Porto Alegre (-1,07%).

Capitais com maior e menor custo da cesta básica

São Paulo foi a capital onde o conjunto dos alimentos básicos apresentou o maior custo (R$ 852,87), seguida por Rio de Janeiro (R$ 826,98), Florianópolis (R$ 797,53), Cuiabá (R$ 793,77) e Porto Alegre (R$ 786,84). Mesmo com variações regionais, a pesquisa confirma que a cesta básica mais cara em fevereiro concentrou-se nas capitais do Sudeste e Sul.

Nas cidades do Norte e do Nordeste, onde a composição da cesta é diferente – com 12 itens em vez de 13, como é formada no centro-sul do país –, os menores valores médios foram registrados em Aracaju (R$ 562,88), Porto Velho (R$ 601,69) e Maceió (R$ 603,92).

Queda nos preços do óleo de soja, açúcar, café e arroz

O preço do óleo de soja registrou queda em 26 cidades, com variações que foram de -7,05% em Boa Vista a -0,27% em Brasília. Em São Luís, o valor permaneceu estável no período analisado. A redução está associada ao excesso de oferta do grão e à desvalorização do dólar frente ao real, fatores que diminuíram a competitividade da soja brasileira no mercado externo e pressionaram para baixo os preços do óleo também no varejo.

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O quilo do açúcar ficou mais barato em 20 capitais e apresentou aumento em outras quatro. As quedas variaram de -5,33% em Cuiabá a -0,26% em Fortaleza. Em Boa Vista, Porto Velho e São Luís, o preço permaneceu estável. A maior alta foi registrada em Salvador, com variação de 1,60%. Mesmo durante o período de entressafra, a demanda mais fraca contribuiu para pressionar os preços para baixo.

Entre janeiro e fevereiro de 2026, o preço do café em pó diminuiu em 21 cidades. As reduções mais expressivas ocorreram em Florianópolis (-4,30%) e Cuiabá (-3,86%). Em Brasília, o valor médio permaneceu inalterado. Já em cinco localidades houve aumento, com destaque para Macapá, onde a alta chegou a 3,59%. A expectativa de uma safra recorde e a redução das exportações contribuíram para a queda dos preços no varejo.

No caso do arroz agulhinha, o valor do quilo caiu em 16 cidades. As maiores reduções foram registradas em Curitiba (-7,40%), Salvador (-7,09%) e Vitória (-5,11%). Em outras nove capitais houve aumento, sendo a maior variação observada em Florianópolis (3,53%). Em Rio Branco e São Luís, o preço médio permaneceu estável. O movimento de queda dos preços está relacionado a estoques mais ajustados e à postura cautelosa dos vendedores.

O preço do leite integral demonstrou queda em 15 capitais. As reduções mais expressivas foram observadas em Rio Branco (-4,78%), Cuiabá (-3,60%) e Campo Grande (-3,40%). Em Manaus e São Luís, o valor médio permaneceu estável, enquanto outras 10 capitais apresentaram aumento, com a maior alta registrada em Curitiba (2,28%). Mesmo com o início da entressafra da produção leiteira, a importação de derivados lácteos contribuiu para a redução dos preços no varejo.

Parceria Conab e Dieese amplia monitoramento

A coleta de preços de alimentos básicos foi ampliada de 17 para 27 capitais brasileiras, resultado da parceria entre a Conab e o Dieese. A iniciativa reforça a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional e a Política Nacional de Abastecimento Alimentar. Os primeiros resultados da Pesquisa Nacional da Cesta Básica de Alimentos com todas as capitais começaram a ser divulgados em agosto de 2025, permitindo um acompanhamento mais preciso da cesta básica mais cara em fevereiro e nos demais meses.

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Para acessar informações detalhadas sobre os valores dos produtos que compõem a cesta básica nas 27 capitais, consulte a Análise Mensal da Pesquisa Nacional de Preços da Cesta Básica de Alimentos referente a fevereiro de 2026 no site da Conab e no portal do Dieese.

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