sábado, 14 março, 2026

Brasil e Estados Unidos se reúnem nesta quinta-feira para discutir tarifa sobre produtos brasileiros

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva confirmou, nesta quarta-feira (15), que Brasil e Estados Unidos realizarão, nesta quinta (16), uma reunião para tratar da taxação extra aplicada aos produtos brasileiros exportados para o mercado norte-americano.

O encontro marca o primeiro diálogo oficial entre as autoridades dos dois países após a conversa recente entre Lula e o presidente Donald Trump. Durante evento no Rio de Janeiro, Lula comentou de forma bem-humorada sobre o contato com o norte-americano: “Não pintou química, pintou uma indústria petroquímica”, brincou, em referência à declaração de Trump sobre a “excelente química” entre ambos na reunião da Assembleia Geral das Nações Unidas, em setembro.

Negociações em Washington

Após o diálogo entre os presidentes, Trump designou o secretário de Estado, Marco Rubio, para conduzir as negociações bilaterais. O chanceler brasileiro, Mauro Vieira, lidera a delegação que desembarcou em Washington nesta terça-feira (14) para a rodada de conversas.

De acordo com o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, o Brasil apresentará argumentos econômicos sólidos para reverter o tarifaço imposto pelos Estados Unidos. Segundo ele, a medida acaba elevando os custos de consumo dos próprios cidadãos norte-americanos. Haddad destacou ainda que os EUA já possuem superávit comercial com o Brasil e diversas oportunidades de investimento em setores estratégicos, como energia limpa, minerais críticos e transformação ecológica.

Entenda o tarifaço

A nova política tarifária, implementada pelo governo Trump, faz parte de uma estratégia para recuperar a competitividade da economia norte-americana frente à China. Em 2 de abril, o presidente impôs barreiras alfandegárias variáveis de acordo com o déficit comercial dos EUA com cada país. Como os Estados Unidos têm superávit com o Brasil, a taxa inicial foi de 10%.

Entretanto, em 6 de agosto, entrou em vigor uma tarifa adicional de 40% contra o Brasil. A decisão foi anunciada como retaliação a medidas que, segundo Trump, prejudicariam as grandes empresas de tecnologia norte-americanas. O aumento também foi uma resposta política ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro.

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Entre os produtos afetados estão café, frutas e carnes. Permaneceram isentos, inicialmente, cerca de 700 itens — como suco de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis. Posteriormente, outros produtos também foram liberados da taxação extra.

Expectativa do governo brasileiro

O governo Lula espera que o encontro em Washington abra caminho para um acordo comercial equilibrado entre os países, reduzindo as tarifas e ampliando as oportunidades de exportação para o Brasil. “Amanhã nós vamos ter a conversa de negociação”, reforçou o presidente.

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