quarta-feira, 17 junho, 2026

Governo reduz crescimento da folha este ano, mas projeção para 2024 é que a despesa com o funcionalismo seja maior

Compartilhe essa notícia:

O pagamento dos funcionários públicos, ou a falta dele, é sempre um desafio capaz de abalar a popularidade de qualquer governante. Santa Cataria viveu atraso na folha dos servidores nos idos do final da década de 1990, quando o governador Paulo Afonso (MDB), um promissor líder político do estado, nunca mais se reergueu para disputar cargos majoritários. 

Nos anos do governo Carlos Moisés (Republicanos) os servidores estaduais obtiveram aumentos, segundo a secretaria da Fazenda, exponencialmente maiores que os verificados durante praticamente toda a década de 2010. Entre 2013 e 2020, a folha do funcionalismo catarinense cresceu cerca de R$ 700 milhões ao ano. Em 2021, a despesa subiu R$ 1,5 bilhão. Em 2022, o aumento foi de R$ 3,5 bilhões, cinco vezes a média histórica em um único ano.

Previdência e o aumento de despesas 

Contraditoriamente, uma proposta enviada pelo executivo estadual e aprovada na última terça-feira (19) pela Alesc, vai aumentar as despesas com os servidores a partir de 2024, ainda que tenha sido comemorada pelo governador Jorginho Mello (PL). “A revisão do 14% de desconto nos vencimentos dos servidores aposentados faz com que iniciemos 2024 mais fortes e com os meios corretos para atingir nosso único fim: transformar Santa Catarina num estado cada vez melhor”, disse o chefe do executivo. 

As projeções do governo apontam que o estado deve encerrar 2023 com R$ 20,5 bilhões em gastos com pessoal. Esse cenário representa uma alta de 5,6% em relação a 2022. Ou seja, o ritmo do crescimento percentual deve ser até quatro vezes menor do que em 2022, quando o salto percentual foi de quase 22% em relação a 2021.

A menos que outras medidas sejam tomadas pela atual gestão, o cenário para 2024 é de que o gasto com funcionalismo seja maior que os mais de R$ 20 bilhões gastos neste ano. Essa projeção é baseada na aprovação da lei da última terça, afinal o governo abriu mão de descontos que haviam sido estabelecidos na gestão Moisés, os tais 14%, que passaram a ser descontados de todos os aposentados que ganham acima de um salário mínimo. 

LEIA TAMBÉM  Suspensão de medidas contra importação de leite em pó preocupa setor produtivo

A partir de janeiro de 2024, a contribuição passa a ser calculada sobre o que excede 2 salários mínimos. Esse limiar aumentará para 2,5 salários mínimos em 2025 e para 3 salários mínimos em 2026. Esse foi um compromisso assumido pelo então candidato ao governo Jorginho Mello (PL), que havia firmado compromisso de rever o desconto dos 14%, o que de fato ocorreu nesta última semana de trabalhos legislativos. Ou seja, menos servidores terão seus salários descontados durante o próximo ano, o que significa menos dinheiro no caixa do governo estadual.

Governador Jorginho Mello e o secretário da Fazenda Cleverson Siewert

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Bombeiros buscam homem desaparecido em Seara desde 8 de junho

Resumo: As equipes do Corpo de Bombeiros Militar continuam as operações de busca por...

Cardiopatia congênita: 30 mil crianças nascem com malformação por ano

Resumo: Cerca de 30 mil crianças com algum tipo de malformação no coração nascem...

Fim de semana de frio e tempo estável em Chapecó

Resumo: Os moradores de Chapecó devem enfrentar uma sequência de dias frios e com...

Enem 2026: prazo para pagar taxa de inscrição termina quarta

Resumo: O prazo para os candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de...