Até quando vai a chuva?

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Chapecó registrou 75 mm em 72 horas; massa de ar frio deve derrubar termômetros a partir desta quinta-feira (2). El Niño pode manter chuvas acima da média no trimestre.

O início de julho traz um cenário meteorológico de atenção para o Oeste de Santa Catarina. Após o registro de volumes significativos de chuva nos últimos dias, a região se prepara para uma mudança no padrão atmosférico, com a chegada de uma massa de ar frio que deve marcar os próximos dias. Em Chapecó, o acumulado de chuvas chegou a 75 milímetros em um período de 72 horas, mas não houve registros de alagamentos graves até o momento, segundo a Defesa Civil.

  • O que é: Mudança no padrão climático no Oeste de SC com chuva intensa seguida de queda de temperatura.
  • Números principais: 75 mm de chuva em 72h em Chapecó; El Niño previsto para o trimestre; massa de ar frio polar.
  • Onde: Oeste Catarinense, com destaque para Chapecó e regiões próximas.
  • Quem afeta: Moradores, agricultores, comerciantes e população em geral da região Oeste.

O que aconteceu com o tempo nos últimos dias?

Entre o final de junho e o início de julho, o Oeste catarinense enfrentou dias de instabilidade constante. Dados da Defesa Civil de Santa Catarina apontam que, apenas em Chapecó, o acumulado de chuvas chegou a 75 milímetros em 72 horas. Embora o volume seja expressivo para um curto intervalo, não houve registros de alagamentos graves até o momento. A média esperada para o mês de junho era entre 150 e 200mm, mas este ano p volume fechou em 215,2mm. Para julho o volume médio histórico é de 110 a 170 mm.

O fenômeno é reflexo de um sistema frontal que atravessou o Sul do Brasil, intensificando a umidade sobre a região. Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), áreas do Oeste catarinense e do norte do Rio Grande do Sul concentraram os maiores índices de instabilidade, com acumulados que, pontualmente, superaram a marca de 90 mm ao longo da semana.

Como fica a previsão do tempo até 15 de julho?

A partir desta quinta-feira (2), o tempo começa a mudar drasticamente devido ao avanço de uma intensa massa de ar seco e frio de origem polar. A previsão indica um declínio acentuado nos termômetros a partir desta noite, com mínimas podendo atingir patamares baixos nas madrugadas e manhãs na região Oeste. A expectativa é que o frio típico de inverno retorne com força.

A Epagri/Ciram, órgão estadual de monitoramento, reforça que, para o trimestre de julho, agosto e setembro, a influência do fenômeno El Niño deve manter a média de chuvas acima do normal em Santa Catarina, embora julho costume ser um mês de transição. Até o dia 15 de julho, o monitoramento meteorológico aponta para uma alternância entre dias de tempo mais seco e períodos de retorno da instabilidade.

Meteorologista explica

O meteorologista Piter Schauer que opera uma estação meteorológica no município de Guatambu, município próximo a Chapecó, explica o que provoca esta chuva intensa e como vai ficar o tempo nos próximos dias.

A Secretaria de Estado da Proteção e Defesa Civil de Santa Catarina reitera que, mesmo com a previsão de dias mais frios, o período exige atenção. A população deve acompanhar diariamente os boletins atualizados, uma vez que modelos meteorológicos podem sofrer alterações rápidas. O risco de tempestades isoladas, mesmo em épocas de menor frequência, permanece como uma possibilidade que requer monitoramento constante.

Em caso de emergência, a Defesa Civil pode ser acionada pelo telefone 199, e o Corpo de Bombeiros pelo 193.

O que esperar do inverno no Oeste Catarinense?

O inverno no Oeste Catarinense é tradicionalmente marcado por temperaturas baixas e episódios de geada, especialmente entre junho e agosto. Com a previsão de El Niño para o trimestre, a tendência é de chuvas acima da média, o que pode intensificar a umidade e aumentar a sensação de frio.

Agricultores da região devem ficar atentos às condições climáticas para proteger lavouras e garantir o bem‑estar dos animais. Acompanhar os boletins da Epagri/Ciram e da Defesa Civil é essencial para o planejamento das atividades no campo.

Com informações da Epagri/Ciram, da Defesa Civil de Santa Catarina e do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET).

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