Jovem que matou colega é sentenciado a três anos de internação, com reavaliação de pena a cada seis meses

Compartilhe essa notícia:

Adolescente de 16 anos foi condenado por ato infracional análogo a homicídio duplamente qualificado. Internação por prazo indeterminado, com limite máximo de três anos, foi determinada pela Vara da Infância e Juventude.

Em Chapecó, na última segunda-feira (29), a Justiça julgou procedente a representação do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) contra o adolescente que, em 22 de maio, atacou e matou um colega a golpes de canivete nas dependências da EEB Tancredo de Almeida Neves, onde ambos estudavam. O adolescente de 16 anos foi considerado autor de ato infracional análogo ao crime de homicídio duplamente qualificado por motivo fútil e mediante recurso que impossibilitou a defesa da vítima.

  • O que é: Sentença judicial contra adolescente por homicídio de colega na EEB Tancredo de Almeida Neves.
  • Números principais: Autor de 16 anos; vítima de 15 anos; ato infracional análogo a homicídio duplamente qualificado; internação por até 3 anos.
  • Onde: EEB Tancredo de Almeida Neves, Chapecó, Oeste Catarinense.
  • Quem afeta: Famílias envolvidas, comunidade escolar de Chapecó e a sociedade em geral.

O que aconteceu no dia do ataque?

Em 22 de maio, durante o intervalo do período da manhã, o adolescente desferiu um golpe de arma branca na região abdominal do colega no pátio da escola. Momentos antes, houve uma discussão envolvendo o autor, a vítima e outros estudantes, motivada por olhares hostis após uma dinâmica conhecida como “dia do abraço”.

Após a desavença, munido de um canivete, o adolescente se aproximou de forma súbita e inesperada da vítima, que estava desarmada e não esboçou qualquer ação de autoproteção. Ferido no abdômen, o adolescente atacado correu para o interior da escola, sob perseguição do agressor. O autor foi apreendido pela Polícia Militar em seguida.

LEIA TAMBÉM  Jovem de 18 anos é preso com grande quantidade de drogas no bairro Passo dos Fortes, em Chapecó

Qual foi o desfecho do caso na Justiça?

Apresentada à Justiça em 1º de junho, a representação da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó demonstrou a materialidade e autoria do ato infracional. A Justiça reconheceu as evidências apontadas pelo MPSC e determinou a aplicação da medida socioeducativa de internação por prazo indeterminado, com limite máximo de três anos e reavaliação obrigatória a cada seis meses, conforme previsto no artigo 121 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

Com a sentença, a internação provisória se converte em medida socioeducativa definitivamente aplicada. O adolescente permanecerá internado, com reavaliação semestral para verificar a necessidade de manutenção ou alteração da medida.

O que são medidas socioeducativas?

Como adolescentes menores de 18 anos são penalmente inimputáveis, perante a Justiça eles não cometem crimes, mas atos infracionais. Assim, ficam sujeitos a medidas socioeducativas, como advertência, prestação de serviços, liberdade assistida ou internação pelo prazo máximo de três anos.

A medida socioeducativa é uma ferramenta judicial aplicada para responsabilizar adolescentes que cometeram atos infracionais. De caráter corretivo e pedagógico, tem foco na prevenção da reincidência e na reintegração do adolescente ao convívio em sociedade. O artigo 103 do ECA define ato infracional como ação cometida por menores de 18 anos que se enquadre na lei como crime ou contravenção penal.

Qual é a situação atual do adolescente?

O adolescente de 16 anos está internado em uma unidade socioeducativa, onde cumpre a medida determinada pela Justiça. A reavaliação semestral da internação será feita pela equipe técnica da Vara da Infância e Juventude, que analisará o comportamento e a evolução do adolescente durante o período de internação.

A vítima, de 15 anos, foi socorrida ainda na unidade escolar com quadro de parada cardiorrespiratória, reanimada pela equipe de socorristas, mas faleceu na manhã seguinte no Hospital Regional do Oeste.

LEIA TAMBÉM  Avenida Leopoldo Sander será fechada neste domingo

Qual é o impacto do caso na comunidade de Chapecó?

O caso chocou a comunidade chapecoense e reacendeu o debate sobre violência nas escolas, saúde mental de adolescentes e a responsabilização de menores infratores. A EEB Tancredo de Almeida Neves, onde ocorreu o crime, tem sido palco de discussões sobre segurança escolar e prevenção de conflitos entre estudantes.

A sentença da Justiça reforça a importância das medidas socioeducativas como forma de responsabilização e ressocialização de adolescentes que cometem atos infracionais graves, ao mesmo tempo em que busca garantir a proteção da sociedade.

Com informações do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), da 3ª Promotoria de Justiça da Comarca de Chapecó e da Vara da Infância e Juventude.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Jogo do Brasil na Copa fez consumo de energia cair 9 mil MW, equivalente à soma de RJ e PA

Queda na demanda ocorreu durante partida contra a Escócia na quarta (24). ONS registrou...

Copa do Mundo: Espanha, Portugal e Suíça entram em campo nesta quinta (2) pelo mata‑mata

Três jogos definem vagas nas oitavas de final: Espanha x Áustria às 16h, Portugal...

Anvisa proíbe plataforma que oferecia tratamentos para obesidade sem registro médico

Voy não está registrada como dispositivo médico e não tem autorização para comercializar medicamentos....

Copa do Mundo: França, México e Noruega entram em campo nesta terça-feira, 30

Oitavas de final serão disputadas por 32 seleções. Brasil enfrenta Japão nesta segunda (29);...