GAECO deflagra Operação Cura contra enfermeiro suspeito de facilitar entrada de ilícitos no presídio de Chapecó

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Investigação apura que profissional teria desvirtuado atividade para favorecer facção criminosa, ocultando celulares e drogas em embalagens de medicamentos. Mandado de busca foi cumprido na manhã desta quarta (12).

O Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina (MPSC) deflagrou, na manhã desta quarta-feira (12), a Operação “Cura”, com o objetivo de apurar o suposto envolvimento de um enfermeiro com uma organização criminosa atuante em Santa Catarina. Durante a operação, foi cumprido um mandado de busca e apreensão expedido pela Vara Estadual de Organizações Criminosas em Chapecó. O investigado é suspeito de utilizar sua condição funcional para favorecer membros da facção no Complexo Prisional de Chapecó.

  • O que é: Operação Cura, do GAECO/MPSC, contra enfermeiro suspeito de facilitar entrada de ilícitos no presídio de Chapecó.
  • Números principais: 1 mandado de busca e apreensão; investigação em Chapecó; desdobramento da Operação Sodalitas Finis.
  • Onde: Complexo Prisional de Chapecó, Oeste Catarinense.
  • Quem afeta: Sistema prisional, organização criminosa investigada, pacientes e profissionais da saúde.

O que apura a Operação Cura do GAECO?

A investigação é um desdobramento da Operação “Sodalitas Finis” e apura a possível utilização indevida da atividade profissional para favorecer integrantes de facção criminosa vinculados ao sistema prisional. Segundo a apuração, o investigado teria extrapolado os limites legais inerentes ao exercício da enfermagem e se valido de sua condição funcional para beneficiar membros da organização criminosa. O profissional teria viabilizado a entrada de aparelhos telefônicos celulares e substâncias entorpecentes no Complexo Prisional de Chapecó, ocultando os materiais ilícitos em embalagens de medicamentos e outros produtos destinados a detentos.

O que a operação significa para a segurança do sistema prisional?

A Operação Cura evidencia a atuação do GAECO no combate à infiltração de organizações criminosas no sistema prisional. A utilização de profissionais de saúde para facilitar a entrada de ilícitos é uma grave violação da confiança depositada nesses servidores, que têm como missão promover a saúde e o bem-estar dos detentos. A investigação busca responsabilizar o enfermeiro e desarticular a rede criminosa que se beneficia da corrupção dentro das unidades prisionais.

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Qual é o papel da 39ª Promotoria de Justiça no caso?

A operação foi realizada em apoio à 39ª Promotoria de Justiça da Capital, que, desde 1º de julho de 2025, tem abrangência estadual, assumindo a investigação e o processamento de crimes ligados a organizações criminosas em todo o território catarinense, conforme o Ato n. 769/2025/PGJ. A promotoria atua em conjunto com o GAECO para identificar, prevenir e reprimir a atuação de organizações criminosas no Estado.

Por que o nome Operação “Cura”?

O nome da operação faz referência aos conceitos de cuidado, assistência e proteção associados ao exercício da enfermagem. A denominação foi escolhida em alusão à atividade profissional supostamente utilizada para favorecer a atuação de integrantes de organização criminosa no interior do sistema prisional. Segundo a investigação, atribuições voltadas à promoção da saúde teriam sido desvirtuadas para viabilizar o ingresso clandestino de materiais ilícitos na unidade prisional.

O que acontece com os materiais apreendidos e as investigações?

Os materiais apreendidos durante as diligências serão encaminhados à Polícia Científica, que realizará exames periciais. A investigação tramita sob sigilo e, tão logo haja autorização para publicidade dos autos, novas informações poderão ser divulgadas. O GAECO e a 39ª Promotoria de Justiça seguem atuando para desarticular a organização criminosa e responsabilizar todos os envolvidos.

Como a operação impacta Chapecó e o Oeste Catarinense?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a Operação Cura reforça a atuação das forças de segurança no combate ao crime organizado dentro do sistema prisional. A região tem sido palco de diversas operações do GAECO, que busca desarticular facções criminosas e garantir a segurança da população. A investigação também serve como alerta para a importância da fiscalização e da integridade dos profissionais que atuam no sistema prisional.

O GAECO é uma força-tarefa integrada pelo Ministério Público de Santa Catarina, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal, Receita Estadual e Corpo de Bombeiros Militar, com a finalidade de identificar, prevenir e reprimir a atuação de organizações criminosas no Estado.

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Com informações do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (GAECO) do Ministério Público de Santa Catarina e da 39ª Promotoria de Justiça da Capital.

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