sábado, 14 março, 2026

Moraes suspende no STF benefícios de trabalhadores dos Correios após acordo de greve

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O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira (27) a suspensão imediata de parte dos benefícios concedidos aos empregados dos Correios após julgamento de dissídio coletivo no Tribunal Superior do Trabalho (TST).

A decisão atende a um pedido da estatal, que alegou impacto financeiro elevado. Com a medida, quatro cláusulas da sentença normativa ficam sem efeito até análise final do mérito no Supremo.

Quais benefícios foram suspensos por Alexandre de Moraes?

O ministro concedeu uma liminar para suspender as seguintes determinações do TST:

  • Pagamento do “ticket extra” de vale-alimentação (conhecido como vale-peru);
  • Obrigatoriedade de manutenção do plano de saúde dos empregados;
  • Pagamento de adicional de 200% para trabalho em dias de repouso e feriados;
  • Pagamento de uma gratificação de férias equivalente a 70% da remuneração.

Impacto financeiro alegado pelos Correios

Em sua argumentação, a empresa apresentou os custos estimados de cada item:

  • Ticket extra: R$ 213 milhões;
  • Plano de saúde: R$ 1,45 bilhão por ano + R$ 2,7 bilhões em provisionamentos;
  • Adicional de repouso: R$ 17 milhões anuais;
  • Gratificação de férias: R$ 273 milhões.

Fundamentação da decisão do STF

Na decisão, Moraes considerou que o TST extrapolou seu poder normativo ao impor obrigações financeiras sem respaldo legal, em desacordo com precedentes do Supremo.

O ministro citou o risco de “ultratividade” de normas coletivas – a prorrogação automática de cláusulas já vencidas –, prática já vedada pelo STF em outras ocasiões.

Contexto: o dissídio coletivo e a greve

O TST julgou o dissídio em dezembro, após mais de cinco meses de greve e negociações frustradas. A sentença normativa, que encerrou a paralisação, prevê reajuste salarial de 5,1% a partir de agosto de 2025 e era válida até julho de 2026.

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A decisão da Justiça do Trabalho também incluía os benefícios agora suspensos por Moraes e uma cláusula de jornada especial reduzida para mães de dependentes com deficiência, que não foi afetada pela liminar do STF.

Próximos passos do caso no Supremo

A liminar de Moraes é uma medida cautelar. O processo ainda seguirá para análise do plenário do STF, que decidirá de forma definitiva sobre a validade das cláusulas impostas pelo TST aos Correios.

Enquanto isso, os benefícios listados permanecem suspensos, revertendo parte do que havia sido conquistado pelos trabalhadores na esfera trabalhista.

Informações: CNN Brasil

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