Insegurança eleva custos de 62% das indústrias e pressiona preço dos produtos no Brasil

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A insegurança tem se tornado um dos principais desafios para a indústria brasileira e já afeta diretamente os custos de produção. Uma pesquisa inédita da Confederação Nacional da Indústria (CNI) revelou que 62% das empresas do setor registraram aumento nos custos finais devido aos gastos com segurança no transporte de mercadorias. Segundo reportagem publicada pelo InfoMoney, o problema também impacta a competitividade das empresas e pode influenciar o preço dos produtos vendidos ao consumidor.

O levantamento mostra que a violência nas estradas, o roubo de cargas e os ataques cibernéticos passaram a representar despesas permanentes para as indústrias, que precisam investir cada vez mais em proteção patrimonial, monitoramento e segurança digital.

Empresas gastam mais para proteger mercadorias

De acordo com a pesquisa, 45% das indústrias afirmam que os investimentos em segurança patrimonial aumentam o custo final dos produtos.

Entre as medidas adotadas pelas empresas estão sistemas de rastreamento de cargas, monitoramento em tempo real, vigilância privada e reforço nos processos logísticos. Esses gastos acabam sendo incorporados às operações e podem refletir nos preços praticados no mercado.

Roubo de cargas preocupa setor

O transporte rodoviário aparece como um dos pontos mais vulneráveis da cadeia produtiva.

Segundo o estudo, 20% das indústrias relataram ter sofrido roubo ou furto de cargas nos últimos cinco anos. Entre os casos registrados, 68% ocorreram diretamente em rodovias.

Os itens mais visados pelos criminosos incluem:

  • Fios e cabos;
  • Ferramentas;
  • Máquinas e equipamentos industriais.

Para empresários do setor, o reforço da segurança nas estradas é uma das principais medidas necessárias para reduzir prejuízos.

Ataques cibernéticos também avançam

Além dos problemas físicos, as empresas enfrentam uma crescente ameaça digital.

A pesquisa aponta que uma em cada seis indústrias sofreu algum tipo de incidente cibernético nos últimos cinco anos, incluindo invasões de sistemas, vazamento de informações e ataques de ransomware.

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Entre as empresas afetadas:

  • 30% registraram perdas financeiras;
  • 75% realizam backups periódicos dos dados;
  • 67% investem em softwares de proteção;
  • 45% adotam políticas mais rígidas de controle de acesso.

Competitividade da indústria é afetada

A insegurança também impacta a capacidade de competição das empresas brasileiras.

Segundo o levantamento, 81% dos empresários acreditam que a falta de segurança contribui para aumentar o chamado “Custo Brasil”. Além disso, 32% avaliam que os impactos sobre a competitividade são altos ou muito altos.

Outro dado mostra que 53% dos entrevistados consideram que a insegurança favorece a circulação de produtos roubados, a pirataria e o mercado informal.

Empresários cobram mais segurança

Entre as principais demandas apresentadas pelo setor industrial estão:

  • Ampliação do policiamento em áreas industriais;
  • Reforço da segurança nas rodovias;
  • Combate ao roubo de cargas;
  • Ações mais eficazes contra crimes cibernéticos.

Os dados foram coletados entre março e abril de 2026 com executivos de 1.003 empresas industriais de pequeno, médio e grande porte em todas as regiões do país.

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