segunda-feira, 9 março, 2026

Haddad defende “Asfixiar Financiamento” do crime organizado

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O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, afirmou que é preciso asfixiar as fontes de financiamento para combater adequadamente o crime organizado. A declaração foi dada durante a apresentação dos resultados da Operação Fronteira da Receita Federal, nesta sexta-feira (31). “Não adianta só o chão de fábrica, nós precisamos chegar nos CEOs do crime”, destacou.

É Preciso Chegar aos “CEOs do Crime”, Diz Ministro

Haddad foi enfático ao criticar uma abordagem focada apenas nas bases das organizações criminosas. Ele argumentou que, sem atingir o comando financeiro, o dinheiro continuará abastecendo atividades ilegais. “Se não chegar na gerência, na diretoria, no CEO, você terá esse dinheiro voltando a abastecer o crime organizado”, ressaltou.

O ministro fez um paralelo direto entre a sonegação fiscal e o crime. “O devedor contumaz é uma palavra chique para falar do sonegador. E, por trás do sonegador, o que tem na verdade é o crime organizado”, explicou. Segundo ele, muitos desses devedores estão envolvidos com a criminalidade no Rio de Janeiro.

Medidas Concretas: Nova Regra para Fundos e Lei do Devedor Contumaz

Como ação prática, Haddad anunciou que a Receita Federal publicou uma instrução normativa obrigando os fundos a divulgarem os CPFs dos beneficiários finais. “Agora todos os fundos vão ser obrigados a dizer até o CPF. Se houver um esquema de pirâmide, você vai ter que chegar no CPF da pessoa”, afirmou.

Além disso, o ministro fez um apelo direto ao governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), para que convença sua bancada a aprovar a lei do devedor contumaz. O projeto torna mais rígidas as regras para quem usa a inadimplência fiscal como estratégia de negócio.

Entenda como funciona a lavagem de dinheiro no Brasil e as principais rotas identificadas pelas autoridades.

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Operação Fronteira: Resultados sem Tiros

Haddad detalhou os números da Operação Fronteira, realizada em 60 municípios de 20 estados. Em 15 dias de ação integrada, foram:

  • 27 pessoas presas
  • Mais de 3 toneladas de drogas apreendidas
  • Mais de 1.000 armas retiradas de circulação
  • R$ 160 milhões em mercadorias ilegais apreendidas

“Isso foi feito com parceria federativa, sem olhar para partido político. Não teve tiro, não teve morte”, destacou o ministro, em contraponto às operações recentes no Rio que resultaram em mais de uma centena de mortes.

Portanto, a estratégia do governo federal sinaliza uma mudança de foco: do confronto armado para o ataque sistemático às finanças que sustentam o crime organizado.

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