O tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz permanece praticamente parado nesta segunda-feira (20), com apenas três travessias nas últimas 12 horas, de acordo com dados de navegação. O tráfego no Estreito de Ormuz foi severamente impactado após a apreensão de um navio iraniano pelos Estados Unidos.
O petroleiro Nero, sob sanções do Reino Unido, deixou o Golfo e navegou pelo estreito hoje, segundo análise de satélite da SynMax e dados da plataforma Kpler. Dois outros navios — um tanque de produtos químicos e um tanque de gás liquefeito de petróleo — navegaram separadamente para o Golfo pela hidrovia vital.
Cessar-fogo entre EUA e Irã está em perigo
O cessar-fogo entre os EUA e o Irã parecia estar em perigo depois que Washington anunciou a apreensão de um navio de carga iraniano que tentava furar o bloqueio. Teerã prometeu retaliar e recusou-se, por enquanto, a participar de novas negociações de paz.
O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do Irã, Esmaeil Baghaei, disse que os EUA demonstraram que “não estavam levando a sério” o processo diplomático. Baghaei afirmou que Washington insiste “em algumas posições irracionais e irrealistas”.
Ameaças de retaliação e obstáculos às negociações
Uma fonte sênior iraniana disse à Reuters que a continuação do bloqueio dos EUA aos portos iranianos está minando a perspectiva de negociações de paz, e que as “capacidades defensivas” de Teerã, incluindo seu programa de mísseis, não estão abertas à negociação.
Uma fonte de segurança paquistanesa informou que o principal mediador do Paquistão, marechal de campo Asim Munir, disse ao presidente Donald Trump que o bloqueio é um obstáculo para as negociações. Trump teria respondido que consideraria o conselho.
A paralisação no Estreito de Ormuz eleva a tensão geopolítica e mantém os mercados globais de energia em alerta, com potenciais impactos no preço do petróleo.






