Cooperalfa fortalece ações de sustentabilidade e avança na estruturação do Comitê ESG

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Formação reuniu colaboradores em Chapecó para discutir práticas ambientais, responsabilidade social e governança, com foco também nos produtores rurais

A Cooperalfa promoveu, na manhã de terça-feira (6), uma formação voltada ao fortalecimento das práticas ambientais, sociais e de governança (ESG). O encontro, realizado na matriz da cooperativa, em Chapecó, reuniu colaboradores de diferentes setores para discutir como decisões tomadas no cotidiano podem contribuir para a sustentabilidade dos negócios, a transparência institucional e a proteção das propriedades rurais.

  • Evento: formação sobre práticas de ESG na Cooperalfa.
  • Local: matriz da cooperativa, em Chapecó.
  • Objetivo: fortalecer o Comitê ESG e organizar iniciativas já desenvolvidas.
  • Prioridades: sustentabilidade, governança, rastreabilidade e apoio aos produtores rurais.

A atividade faz parte do processo de estruturação do Comitê ESG da cooperativa. A proposta é reunir ações que já são desenvolvidas pela instituição, estabelecer diretrizes e aprimorar o acompanhamento de indicadores relacionados ao meio ambiente, à responsabilidade social e à governança.

Por que a Cooperalfa está fortalecendo o Comitê ESG?

Para o primeiro vice-presidente da Cooperalfa, Cladis Jorge Furlanetto, a criação do comitê representa um avanço na organização de iniciativas que fazem parte da trajetória da cooperativa. Segundo ele, o objetivo é dar maior consistência às práticas existentes e ampliar a transparência sobre os resultados alcançados.

Entre os desafios mencionados pelo dirigente está a necessidade de avançar em questões relacionadas ao Cadastro Ambiental Rural (CAR), à rastreabilidade e às certificações exigidas por clientes e mercados nacionais e internacionais.

Furlanetto destacou que a Cooperalfa já desenvolve atividades alinhadas ao ESG, como assistência técnica aos produtores, incentivo ao plantio direto, orientações na pecuária, investimentos em construções sustentáveis e acompanhamento das exigências ambientais e legais.

“Não vejo esse movimento retrocedendo. A tendência é que ele continue crescendo e ganhando importância nos próximos anos”, afirmou, ao avaliar que os critérios de sustentabilidade terão peso cada vez maior no acesso aos mercados.

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Como as práticas de ESG podem beneficiar os produtores rurais?

A formação foi conduzida pelo biólogo e especialista em Gestão Ambiental Thomaz Tomazoni, da FAU – Consultoria em Agricultura e Meio Ambiente, de Erechim (RS). Durante o encontro, ele explicou que o ESG reúne métricas e metodologias utilizadas para orientar a gestão das organizações.

Segundo Tomazoni, um dos principais desafios da Cooperalfa é organizar as informações e comunicar de maneira mais eficiente as práticas que já são realizadas. Para isso, considera fundamental a integração entre os setores da instituição e o envolvimento dos cooperados.

O especialista ressaltou que a aplicação das medidas ambientais e sociais depende diretamente das atividades desenvolvidas nas propriedades rurais. “Tudo acontece lá na propriedade. É da porteira para dentro que são desenvolvidas as ações e é para onde o mercado direciona o olhar”, afirmou.

Tomazoni observou que consumidores e indústrias têm ampliado as exigências relacionadas à origem dos alimentos, à rastreabilidade, ao bem-estar animal e à adoção de boas práticas socioambientais.

Para ele, antecipar riscos e adequar as propriedades às exigências legais e comerciais pode contribuir para a continuidade das atividades, facilitar processos de certificação e oferecer maior segurança aos produtores.

Quais são os próximos passos da Cooperalfa na área de ESG?

A engenheira química Bruna Madey Dalarosa, integrante da Assessoria Ambiental da Cooperalfa, destacou que a formação também teve como objetivo preparar as ações que deverão integrar o planejamento estratégico da instituição para 2027.

“Ao passo que surgem as ideias e ações para 2027, é importante que elas estejam alinhadas com o propósito do ESG”, explicou.

Segundo Bruna, a integração entre diferentes áreas permite identificar antecipadamente riscos relacionados às mudanças climáticas, às exigências legais e aos desafios ambientais enfrentados pela cadeia produtiva.

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A programação prevê uma nova reunião interna do Comitê ESG ainda no segundo semestre, seguida do planejamento estratégico com as lideranças da cooperativa. A partir dessas discussões, serão estruturados os planos de ação para os próximos ciclos.

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