Doenças da aorta podem evoluir sem sintomas e causar morte súbita

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A saúde da aorta ainda aparece pouco na conversa sobre prevenção da saúde cardiovascular, embora doenças desse vaso possam evoluir sem sinais e virar uma emergência de alta gravidade; o alerta vale para homens a partir dos 60 anos, sobretudo os que fumam ou já fumaram, para irmãos de pacientes com aneurisma e para quem pode se beneficiar de exames como o ultrassom de abdômen, que ajuda a encontrar dilatação antes dos sintomas.

Quando a doença cresce em silêncio

O aneurisma de aorta abdominal é um exemplo claro desse risco. Em muitos casos, ele não provoca sintomas e só é descoberto por acaso, durante um exame pedido por outro motivo. Por isso, identificar quem tem maior chance de desenvolver a doença faz diferença antes que ela avance.

Irmãos de pacientes diagnosticados com aneurisma podem ter risco aumentado e precisam ser avaliados individualmente por um profissional de saúde, que decide se há necessidade de investigação e acompanhamento. Nesses casos, exames de imagem, como o ultrassom de abdômen, podem mostrar uma dilatação da aorta antes que ela cause sintomas ou complicações.

O que muda quando o atendimento reconhece os sinais

A experiência de países que adotam estratégias de rastreamento para grupos de risco mostra que há espaço para uma abordagem mais preventiva. A ideia não é transformar toda a população em paciente, mas reconhecer quem tem maior probabilidade de desenvolver a doença e oferecer diagnóstico antes da emergência.

A dissecção aguda da aorta segue outro caminho: costuma surgir de forma abrupta, com dor intensa no peito ou nas costas. Como os sinais podem se confundir com os de outras emergências cardiovasculares, especialmente o infarto, reconhecê-los rápido é decisivo para acelerar o diagnóstico e o atendimento.

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Nesse ponto, a capacitação das equipes de saúde pesa. Quem está na porta de entrada de um pronto-socorro, em uma unidade de emergência ou no atendimento pré-hospitalar não precisa ser especialista em cirurgia vascular para suspeitar de uma doença da aorta. Mas precisa conhecer os sinais de alerta, os fatores de risco e saber quando aquela apresentação foge do padrão.

Melhorar o treinamento para reconhecer aneurismas e dissecções aumenta a chance de investigação e encaminhamento no momento certo. Também é preciso conscientizar a população: saber que o tabagismo eleva o risco de aneurisma, reconhecer uma dor súbita e diferente do habitual e entender quando procurar atendimento pode encurtar o caminho até o serviço de saúde.

A medicina avançou no diagnóstico e no tratamento das doenças da aorta, com exames capazes de identificar alterações cedo e técnicas mais precisas para tratar pacientes com perfis diferentes. A tecnologia sozinha não resolve o problema. É preciso combinar acesso ao diagnóstico, identificação dos grupos de risco, informação para a população e treinamento das equipes que estão na linha de frente. A prevenção da doença da aorta começa antes da emergência e deve entrar na agenda da saúde pública.

As informações são do CNN Brasil.

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