Adoçantes naturais e artificiais têm efeitos opostos no organismo

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Trocar o açúcar pelo adoçante é uma escolha comum entre quem quer hábitos de vida mais saudáveis, mas adoçantes naturais e artificiais podem agir de forma oposta no organismo. Um estudo de pesquisadores da Universidade de Houston, nos Estados Unidos, publicado na revista científica Journal of Food Studies em fevereiro de 2026, analisou dados de 10 estudos científicos para comparar os efeitos dos adoçantes sintéticos e dos vegetais.

Adoçantes naturais e artificiais mexem com o microbioma

Segundo a pesquisa, os compostos artificiais reduzem a diversidade de bactérias benéficas e alteram o metabolismo da glicose. As opções vegetais, por outro lado, agem de forma neutra ou protetora no ecossistema intestinal.

A diferença aparece no microbioma, conjunto de micro-organismos que vivem no sistema digestivo e regulam desde a imunidade até a resposta metabólica. Os adoçantes artificiais tendem a induzir disbiose, isto é, o desequilíbrio na flora intestinal.

Entre os exemplos citados estão a sucralose, o neotame e o acessulfame-K. A sucralose reduz em 34% a presença da bactéria Lactobacillus acidophilus em adultos saudáveis e pode triplicar os grupos pró-inflamatórios, como a Blautia coccoides. Os efeitos também aparecem no controle do açúcar no sangue: o uso da substância se associa ao aumento dos picos de glicose e de insulina após as refeições, além de diminuir a sensibilidade do corpo ao hormônio.

O neotame altera a absorção de lipídeos e eleva os níveis de colesterol fecal. Já o acessulfame-K tem ligação com alterações nas redes microbianas e ganho de peso.

Os vegetais preservam bactérias benéficas

No grupo dos adoçantes naturais não nutritivos, como estévia, eritritol e xilitol, o estudo aponta outro caminho. Esses compostos mantêm a riqueza microbiana do intestino sem inibir o crescimento de espécies protetoras.

Os pesquisadores também observaram estímulo à proliferação de bactérias benéficas dos gêneros Bifidobacterium e Akkermansia. Além disso, a fermentação de substâncias como o eritritol pode dobrar a produção de ácidos graxos de cadeia curta no intestino. Esses ácidos ajudam a manter a barreira intestinal, fortalecem a imunidade e ativam vias anti-inflamatórias no organismo.

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As opções de origem vegetal não provocam alterações na tolerância à glicose nem na resposta insulínica. As informações são da CNN Brasil.

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