Celular molhado? Especialistas alertam: arroz não funciona e pode piorar o problema

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Técnica popular não remove água dos componentes internos e pode causar oxidação e curto-circuito; sílica gel é alternativa mais adequada, mas avaliação profissional segue sendo a opção mais segura.

Quem nunca ouviu a dica de colocar o celular dentro de um recipiente com arroz depois de deixá-lo cair na água? A técnica se tornou bastante popular ao longo dos anos, mas especialistas alertam que ela não é a melhor alternativa para recuperar um aparelho molhado. Embora o arroz consiga absorver parte da umidade presente na superfície, ele não é capaz de retirar a água que já penetrou nos componentes internos do smartphone. Além disso, pequenas partículas e o pó dos grãos podem entrar pelas portas, alto-falantes, microfones e conectores, contribuindo para problemas elétricos, oxidação e corrosão dos componentes.

  • O que é: Orientações sobre o que fazer quando o celular cai na água e por que o arroz não é recomendado.
  • Números principais: Arroz não remove água interna; sílica gel é alternativa mais adequada; certificações IP67/IP68 indicam resistência, mas não garantem proteção total.
  • Onde: Dicas aplicáveis a qualquer usuário de smartphone.
  • Quem afeta: Donos de celulares que sofreram queda em água, líquidos ou umidade.

Por que colocar o celular no arroz não funciona?

A ideia de usar arroz para retirar a umidade não surgiu por acaso. Os grãos possuem capacidade de absorver água do ambiente, característica que também explica seu uso em situações domésticas para evitar que o sal fique úmido. O problema é que essa capacidade não significa que o arroz consiga retirar a água que chegou à parte interna de um celular. A água pode alcançar a placa eletrônica e outras regiões que não ficam diretamente expostas aos grãos. Dessa forma, mesmo que o aparelho pareça seco por fora, ainda pode haver líquido em seu interior.

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Qual o risco de usar arroz no celular molhado?

Outro risco está no próprio amido presente no arroz. Quando o pó dos grãos se mistura com a água retida no smartphone, pode formar resíduos que favorecem a condução elétrica entre pontos que não deveriam estar conectados. Isso aumenta o risco de curto-circuito e pode acelerar processos de corrosão dos contatos metálicos. Além disso, pequenas partículas e o pó dos grãos podem entrar pelas portas, alto-falantes, microfones e conectores.

O que fazer quando o celular cai na água?

A primeira medida é desligar o aparelho o mais rapidamente possível. Quanto mais tempo o smartphone permanecer ligado enquanto há água em seu interior, maior pode ser o risco de danos elétricos. Se a tela ainda estiver funcionando, o ideal é utilizar o comando disponível no próprio sistema para desligá-lo, evitando apertar repetidamente os botões físicos. Depois, retire o excesso de água da parte externa utilizando um pano macio que não solte fiapos. Em seguida, deixe o aparelho em um ambiente seco, ventilado, protegido do sol e em temperatura ambiente. Um cuidado importante é não ligar o celular novamente apenas para verificar se ele voltou a funcionar, pois o teste pode provocar um curto-circuito.

A sílica gel é uma alternativa melhor?

Entre as alternativas domésticas, a sílica gel é mais adequada do que o arroz. O material é desenvolvido para absorver umidade e costuma ser encontrado em pequenos sachês dentro de embalagens de produtos. Com o celular desligado e seco externamente, os sachês podem ser colocados junto ao aparelho dentro de um recipiente fechado. A sílica ajuda a criar um ambiente com menor umidade, favorecendo a secagem gradual. Isso não significa, porém, que ela consiga retirar instantaneamente toda a água que entrou no aparelho. Em casos de infiltração significativa, a avaliação de um profissional continua sendo a opção mais segura.

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O que evitar ao tentar secar o celular?

Usar um secador de cabelo pode parecer uma solução rápida, mas a prática não é recomendada. O calor pode afetar componentes, adesivos, borrachas e outras partes utilizadas na construção do smartphone. Além disso, o fluxo de ar pode deslocar as gotas e fazer com que a água alcance regiões ainda mais profundas. Também não é indicado soprar diretamente nas entradas do aparelho ou utilizar fontes de calor improvisadas. Colocar o celular no forno, próximo a equipamentos que produzam calor ou até mesmo em um micro-ondas é extremamente perigoso e pode causar danos graves, inclusive relacionados à bateria.

Celulares com proteção contra água estão seguros?

Muitos smartphones atuais possuem certificações como IP67 ou IP68, que indicam diferentes níveis de proteção contra poeira e água. O primeiro número está relacionado à proteção contra partículas sólidas, enquanto o segundo indica o nível de proteção contra líquidos. Um aparelho com IP67, por exemplo, pode ser projetado para suportar determinadas condições de submersão em água doce. No caso do IP68, a resistência pode ser maior, mas os limites dependem das especificações de cada fabricante e modelo. A certificação não significa que o celular seja completamente à prova d’água em qualquer situação. Água do mar, piscinas, jatos sob pressão e outros líquidos podem apresentar condições diferentes das utilizadas nos testes de certificação, e o sal e produtos químicos também podem aumentar o risco de corrosão.

O que fazer se o celular não voltar a funcionar?

Não existe um método doméstico capaz de garantir que um celular molhado será recuperado. O mais importante é agir rapidamente e evitar procedimentos que possam agravar o problema. Depois de uma queda na água, desligue o aparelho, remova cuidadosamente a umidade externa e deixe-o em um ambiente seco, ventilado e sem calor. O arroz deve ficar de fora. Também não é recomendado usar secador, soprar diretamente nas entradas, aquecer o aparelho ou ligá-lo repetidamente para verificar se voltou a funcionar. Se o celular ficou bastante tempo submerso ou apresentar falhas depois do processo de secagem, a recomendação é procurar uma assistência técnica especializada. Uma avaliação profissional pode identificar a presença de umidade e possíveis sinais de corrosão antes que o problema se torne ainda maior.

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