Brasil terá primeiro centro de protonterapia com atendimento pelo SUS

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A Finep aprovou R$ 132,6 milhões para a Fundação Educacional Severino Sombra implantar o Centro de Protonterapia Mário Kroeff na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, com início dos atendimentos previsto para 2030. O projeto quer abrir a primeira unidade do país, já que o Brasil ainda não tem nenhuma em operação, embora a tecnologia tenha sido aprovada pela Anvisa em 2017.

O centro nasce com vaga reservada para o SUS

Segundo Joana Meirelles, Superintendente da área de Saúde da Finep, a FUSVE vai destinar pelo menos 60% da capacidade do novo centro ao atendimento gratuito de usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). “Como instituição filantrópica, a FUSVE destinará pelo menos 60% da capacidade do novo centro para o atendimento gratuito a usuários do Sistema Único de Saúde (SUS). Essa garantia de acesso público democratiza o tratamento oncológico mais seguro do mundo, que antes só estava disponível para famílias de altíssima renda capazes de custear o procedimento no exterior”, disse.

A protonterapia usa o fenômeno físico conhecido como ‘Pico de Bragg’, que concentra a dose de radiação no tumor e poupa os tecidos saudáveis ao redor. Em comparação com a radioterapia convencional de fótons, a técnica reduz a dose integral de radiação no corpo em até 60%.

Essa precisão ajuda a proteger órgãos críticos próximos aos tumores, como o cérebro, a medula espinhal e as cordas vocais, e diminui os efeitos colaterais e as taxas de toxicidade aguda ou tardia. A tecnologia é vista como especialmente importante para crianças e adolescentes, grupo que soma cerca de 8 mil novos casos anuais de câncer no país, com destaque para os tumores do sistema nervoso central.

Como os tecidos estão em crescimento e são mais sensíveis à radiação, a radioterapia convencional pode causar danos irreversíveis ao desenvolvimento físico e cognitivo e aumentar o risco de novos tumores no futuro. No CPMK, o foco inicial será salvar a vida de crianças do SUS diagnosticadas com neoplasias complexas, como meduloblastoma, retinoblastoma e glioma, com preservação funcional e qualidade de vida.

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As informações são da Agência Gov.

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