Exportação de milho do Brasil perde ritmo e pode cair em agosto

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A exportação de milho do Brasil cresceu 5,8% no acumulado de fevereiro a julho, mas o Itaú BBA disse nesta terça-feira (18/8) que os embarques perderam fôlego no mês passado, caíram 20% ante julho de 2025 e podem voltar a encolher em agosto, com o cereal mais caro que o americano, o argentino e o ucraniano.

O banco calcula que o país deve embarcar 5,2 milhões de toneladas em agosto, volume 35% abaixo das 8,1 milhões de toneladas registradas no mesmo mês do ano passado. A projeção para o ciclo de fevereiro a janeiro de 2027 segue em 40 milhões de toneladas.

Line up aponta nova queda

O Itaú BBA afirmou que as indicações mais recentes de line up apontam para uma nova retração em agosto, “sugerindo um desempenho inferior ao observado há um ano”. Na avaliação dos analistas, isso abre espaço para perda de mercado na exportação, porque o milho brasileiro ficou mais caro que os concorrentes americano, argentino e ucraniano.

Mesmo assim, o banco ainda mantém a estimativa de 40 milhões de toneladas para o ciclo de fevereiro a janeiro de 2027. Se agosto vier mais fraco, porém, esse número poderá ser revisto para baixo.

Mar Negro e demanda seguem no radar

No mercado externo, a leitura é de que, apesar das projeções de uma safra maior nos Estados Unidos, os preços do milho devem continuar sensíveis aos riscos geopolíticos no Mar Negro e à evolução da demanda global. As informações são da Globo.

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