Infertilidade masculina exige avaliação do casal e pode ser tratada

Compartilhe essa notícia:

Francisco Euclides, de 40 anos, é casado há 11 e tenta ter um filho com a esposa há cerca de um ano e meio, enquanto a infertilidade masculina aparece em aproximadamente 40% a 50% dos casos de infertilidade conjugal e a investigação é recomendada após 12 meses sem gravidez, ou em seis meses quando a mulher tem 35 anos ou mais, segundo o urologista e andrologista Pedro Bastos.

O médico diz que a avaliação pode ser antecipada quando há fatores de risco conhecidos. Ele também alerta para um erro frequente: começar a apuração só pela mulher.

O exame não começa onde muita gente imagina

“Homens e mulheres devem ser avaliados simultaneamente. Enquanto a parceira realiza a investigação ginecológica, o homem deve passar por avaliação urológica e realizar um espermograma, que é um exame simples, acessível e capaz de fornecer informações importantes sobre a fertilidade. Investigar apenas um dos parceiros costuma atrasar o diagnóstico e o início do tratamento”, afirmou Pedro Bastos.

Segundo ele, a ausência de problemas na vida sexual não garante que a fertilidade esteja preservada. Entre as principais causas da infertilidade masculina está a varicocele, e fatores ligados ao estilo de vida também podem afetar a qualidade seminal.

Quando o diagnóstico não fecha a porta

A investigação começa pelo histórico clínico, reprodutivo e familiar do homem, com o espermograma como principal exame. Bastos afirma que o diagnóstico de infertilidade masculina não significa que o homem não poderá ter filhos.

“Quando existem fatores modificáveis, mudanças no estilo de vida, como perda de peso, abandono do tabagismo, redução do consumo de álcool, melhora da qualidade do sono e prática regular de atividade física, as chances são altíssimas. Já nos casos de varicocele com indicação cirúrgica, a correção pode melhorar os parâmetros seminais e aumentar as chances de gravidez. Vale lembrar que, mesmo quando a gestação natural não é possível, as técnicas de reprodução assistida representam uma alternativa para muitos casais”, disse.

LEIA TAMBÉM  Anvisa amplia uso de remédios pediátricos para lúpus

Francisco contou que sente o peso da espera. “É uma sensação ruim, já que nem tenho tanto contato com meu próprio pai e vejo os amigos da minha idade com seus filhos, porém sempre penso que ano que vem pode ser eu”.

Ele também disse: “Queremos ser pais e contribuir na criação de uma criança, com muita responsabilidade e amor”. As tentativas dele e da esposa continuam, mas os dois tentam evitar que a expectativa pela chegada de um filho passe a definir o relacionamento. A meta é conseguir uma gravidez ainda neste ano e receber o filho em 2027; eles também já conversam sobre a adoção.

“O mais importante é que o casal enfrente esse processo junto, com informação de qualidade, acompanhamento especializado e expectativas realistas, lembrando que, na maioria das situações, há alternativas capazes de aumentar significativamente as chances de realizar o sonho da paternidade”, afirmou Pedro Bastos. As informações são da CNN Brasil.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas