Feira de Mudas abre nova edição com foco em orientação

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Evento começa nesta sexta-feira 10, reunindo produtores, viveiristas, agroindústrias familiares, artesãos e equipes técnicas para incentivar o cultivo, fortalecer a agricultura familiar e ampliar o acesso à informação sobre plantio e manejo

Entre esta sexta-feira 10, e domingo 12, o espaço do antigo Mercado Público, onde funciona a Secretaria de Agricultura e Pesca, sediará a 23ª Feira de Mudas de Chapecó. Promovido pela Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca, o evento reunirá cerca de 35 expositores entre viveiristas, produtores rurais, agroindústrias familiares, artesãos e instituições parceiras, oferecendo mudas, produtos coloniais, artesanato e atendimento técnico especializado ao público.

Realizada há onze anos, a feira mantém um formato consolidado, preservando características que a transformaram em uma referência regional. Conforme explica o engenheiro-agrônomo Milton César Coldebella, da Secretaria de Agricultura e Pesca, embora alguns expositores sejam renovados conforme a época do ano, a essência do evento permanece a mesma: aproximar produtores e consumidores, incentivar o cultivo de plantas e valorizar a agricultura familiar por meio da comercialização de mudas frutíferas, ornamentais, hortaliças, flores e produtos coloniais.

Muito além da venda de plantas, a iniciativa busca estimular a implantação de hortas, pomares e jardins em propriedades rurais e residências urbanas. Segundo Coldebella, estarão disponíveis espécies adaptadas tanto para grandes áreas quanto para pequenos quintais, jardins e até sacadas de apartamentos, ampliando as possibilidades de cultivo para diferentes perfis de público.

Também faz parte da proposta oferecer informações que auxiliem o consumidor a realizar escolhas mais adequadas no momento da compra. Conforme o engenheiro-agrônomo, muitas dificuldades enfrentadas pelos produtores decorrem da falta de orientação técnica, e não da qualidade das mudas, especialmente em situações relacionadas à polinização, adaptação climática e manejo correto das espécies.

Durante os três dias, a feira atenderá das 8h às 18h, com entrada gratuita. Os expositores iniciarão a organização dos estandes às 7h, enquanto os visitantes contarão com estacionamento junto ao antigo Mercado Público e vagas nas vias próximas.

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Orientação técnica fortalece o cultivo

Um dos principais diferenciais desta edição será o reforço na assistência técnica disponibilizada aos visitantes. A Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca, ampliou a estrutura de atendimento em parceria com a Epagri, permitindo que técnicos da Secretaria, da Epagri e da Cidasc prestem orientações durante toda a programação.

Conforme Milton César Coldebella, o atendimento abordará temas como escolha das espécies mais adequadas para a região, técnicas de plantio, poda, manejo, controle fitossanitário e prevenção de pragas, permitindo que produtores rurais e moradores da cidade esclareçam dúvidas antes mesmo da aquisição das mudas.

Entre os exemplos citados pelo engenheiro estão variedades de macieiras que necessitam de outra planta polinizadora para produzir frutos e ameixeiras que exigem maior acúmulo de frio durante o inverno para completar seu ciclo produtivo. Sem essas informações, explica, muitas plantas deixam de apresentar o desempenho esperado, gerando frustração aos compradores.

Segundo Coldebella, a orientação técnica também pretende reduzir perdas provocadas por escolhas inadequadas das espécies e pelo manejo incorreto após o plantio. Além dos produtores rurais, moradores interessados em hortas, jardins ou pomares domésticos poderão receber recomendações específicas para aumentar as chances de desenvolvimento saudável das plantas.

Produção regional movimenta a feira

A programação contempla ainda uma ampla diversidade de produtos da agricultura familiar. Além das mudas, o público encontrará hortaliças, flores, suculentas e outras espécies destinadas ao cultivo doméstico, enquanto técnicos orientarão os visitantes sobre produção em pequenos espaços e manejo de jardins residenciais.

As agroindústrias familiares levarão panificados, embutidos, doces, geleias, sucos, vinhos, cachaças e outros alimentos produzidos conforme as normas sanitárias. Também participarão empreendimentos urbanos, ampliando a diversidade de produtos e fortalecendo diferentes segmentos da economia local.

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O diretor de Agricultura Familiar da Secretaria de Agricultura e Pesca, Antônio Dalpiva, destaca que a feira representa uma oportunidade para aproximar consumidores dos produtores locais, ampliar a renda das agroindústrias familiares e incentivar a valorização dos alimentos produzidos no município.

O setor de artesanato integra a programação ao lado da gastronomia, reunindo peças produzidas por artesãos locais, além de opções como pastel e caldo de cana. Para reforçar o ambiente de convivência característico do evento, a Secretaria disponibilizará água quente e erva-mate aos visitantes que desejarem preparar chimarrão durante a feira.

Mesmo com previsão de chuva para parte do sábado, a expectativa da organização permanece positiva. Conforme Dalpiva, a estrutura preparada pela Prefeitura conta com tendas individuais e áreas cobertas no complexo do antigo Mercado Público, garantindo condições adequadas de funcionamento durante toda a programação.

Tradição preservada para as próximas gerações

Outro destaque será a troca de sementes crioulas, programada para a tarde de sexta-feira e organizada em parceria com a Epagri. A atividade surgiu após o interesse despertado na edição anterior e reunirá entidades que levarão sementes tradicionais de feijão, milho, flores e hortaliças preservadas por agricultores da região.

Segundo Antônio Dalpiva, a iniciativa contribui para manter variedades históricas da agricultura familiar, muitas delas já pouco encontradas no mercado. Entre os exemplos estão sementes de porunga, milho branco, milho pipoca e diferentes variedades de feijão, preservadas por famílias rurais ao longo de várias gerações.

A realização da feira neste período do ano também tem fundamento técnico. Conforme explica Milton César Coldebella, durante o inverno as espécies frutíferas entram em dormência, reduzindo o estresse provocado pelo transplante e aumentando as chances de adaptação ao local definitivo de cultivo.

A movimentação financeira depende das condições climáticas e do fluxo de visitantes. Em anos de tempo favorável, alguns viveiristas já registraram vendas superiores a R$ 40 mil ou R$ 50 mil, enquanto a comercialização total costuma ultrapassar R$ 100 mil e pode se aproximar de R$ 200 mil. A maioria dos expositores oferecerá pagamento por cartão e Pix. Ao reunir produtores rurais, viveiristas, agroindústrias familiares, artesãos e equipes técnicas em um único espaço, a Prefeitura de Chapecó, por meio da Secretaria de Agricultura e Pesca, busca fortalecer a agricultura familiar, incentivar o cultivo doméstico, preservar variedades tradicionais e ampliar o acesso da população à orientação técnica, consolidando a Feira de Mudas como uma das principais vitrines do setor no município

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