Casos de câncer podem quase dobrar até 2050, alerta OMS

Compartilhe essa notícia:

Resumo

A OMS alertou nesta quarta-feira (8) que os novos casos de câncer podem quase dobrar até 2050, com base em relatório feito com a Iarc. O estudo estima 20,6 milhões de casos e quase 10 milhões de mortes por ano, aponta desigualdades no acesso e diz que as recomendações devem ser implementadas em todos os países e comunidades.

A Organização Mundial da Saúde divulgou nesta quarta-feira (8) um alerta sobre o câncer: sem uma ação urgente, os novos casos anuais podem chegar a quase 35 milhões até 2050. O aviso veio no Relatório Global sobre a Situação do Câncer 2026, produzido pela OMS em conjunto com a Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, a Iarc, e traz estimativas de 20,6 milhões de novos casos e quase 10 milhões de óbitos por ano.

Tratamento segue desigual entre países

O levantamento mostra que o câncer já é a segunda principal causa de morte no mundo, atrás apenas das doenças cardiovasculares. Também aponta desigualdades no acesso à prevenção, ao diagnóstico, ao tratamento e aos cuidados de suporte, o que deixa milhões de pessoas sem os serviços de que precisam.

Os remédios usados contra a doença continuam fora do alcance de muitos pacientes. Nos países de alta renda, a disponibilidade dos 20 medicamentos prioritários varia de 68% a 94%. Nos países de baixa e média-baixa renda, essa faixa cai para entre 9% e 54%.

O relatório também informa que 87% das mulheres com câncer de mama sobrevivem cinco anos após o diagnóstico em países de alta renda. Em países de baixa renda, esse índice fica em cerca de 42%. Pelo menos 45% das pessoas afetadas pela doença enfrentam dificuldades financeiras.

LEIA TAMBÉM  Anvisa cria grupo para avaliar segurança da vacina do Butantan

Elisabete Weiderpass, diretora da Agência Internacional para Pesquisa sobre o Câncer, disse que houve redução em algumas taxas em países que adotaram políticas de prevenção, mas afirmou que “o progresso tem sido lento demais”. Ela acrescentou que o perfil do câncer está mudando e vem sendo cada vez mais impulsionado pelo aumento da obesidade, do sedentarismo, da alimentação inadequada e da poluição do ar. Para ela, a prevenção deve continuar sendo prioridade política.

O relatório diz ainda que o câncer de pulmão segue como principal causa de morte por câncer no mundo. Entre as mulheres, os cânceres de mama, pulmão e colorretal representam uma parcela significativa da carga da doença. Entre os homens, os mais frequentes são os cânceres de pulmão, próstata e colorretal.

As recomendações vão além do papel

Tedros Ghebreyesus, diretor-geral da OMS, afirmou que “a sobrevivência de uma pessoa ao câncer nunca deveria depender do local onde nasceu ou de quanto ganha”. Segundo ele, “as desigualdades mostradas no relatório não são inevitáveis, mas sim, consequência de escolhas e podem ser revertidas por meio de uma ação mais forte e coordenada”.

O documento termina com recomendações para políticas públicas de controle da doença. As recomendações devem ser implementadas em todos os países e comunidades. A lista inclui integrar o controle do câncer à cobertura universal de saúde; investir na formação e valorização dos profissionais para prevenir e controlar a doença; colocar as pessoas com experiência vivida do câncer no centro dos sistemas de atenção, fortalecendo também a proteção social; alinhar a pesquisa e a inovação às necessidades da saúde pública; e garantir acesso equitativo aos avanços mais eficazes e de maior valor no cuidado ao câncer. A OMS diz que as ações adotadas hoje vão definir a carga do câncer enfrentada pelas futuras gerações.

LEIA TAMBÉM  Novo remédio mostra resultados surpreendentes contra a calvície

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas