Canetas emagrecedoras reduzem mortes em diabéticos

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Resumo

Canetas emagrecedoras da classe GLP-1 reduziram mortes e complicações vasculares em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica, segundo estudo publicado no Journal of the American Heart Association. A análise acompanhou mais de 26 mil pessoas e encontrou queda de risco até em pacientes sem diabetes.

Um estudo publicado no Journal of the American Heart Association mostrou que canetas emagrecedoras da classe GLP-1, como semaglutida e tirzepatida, reduziram mortes e eventos vasculares graves em pacientes com diabetes tipo 2 e doença arterial periférica. A pesquisa acompanhou mais de 26 mil pacientes e apontou efeito também fora do controle de peso e da glicose.

O que o estudo encontrou

Entre os pacientes com diabetes tipo 2, que formavam cerca de 64% da amostra, o uso dos medicamentos se associou a menos infarto, AVC, embolia pulmonar, hospitalizações e morte. A redução foi mais clara nos eventos venosos: houve queda de 31% no risco de embolia pulmonar e de 17% no tromboembolismo venoso.

Os autores atribuem parte desse resultado ao efeito anti-inflamatório dos remédios. Mesmo em pessoas sem diabetes, as análises de sensibilidade mostraram redução de risco, o que sugere ação além do controle do açúcar no sangue. Ainda assim, os pesquisadores dizem que novos estudos são necessários para avaliar o uso preventivo em pacientes com doenças inflamatórias menos graves.

O estudo também encontrou diferença entre doenças venosas e arteriais. Segundo os cientistas, a trombose venosa responde mais rápido à redução da inflamação, enquanto eventos arteriais, como o infarto, dependem de placas de gordura acumuladas ao longo de anos. Por isso, o efeito sobre o sistema venoso apareceu com mais força.

Os pesquisadores destacam que a amostra reuniu pacientes muitas vezes excluídos de ensaios clínicos por serem considerados de alto risco. A conclusão é que os GLP-1RA podem reduzir a mortalidade e complicações em pessoas com inflamação persistente e doença cardiovascular, mas a indicação fora dos casos já estudados ainda exige mais evidência.

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Fonte: CNN

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