Preocupação com segurança é o principal motivo para crianças não terem celular, aponta IBGE

Compartilhe essa notícia:

Pela primeira vez, posse de celular entre crianças de 10 a 13 anos caiu, de 55,2% para 53,7%. Pais citam privacidade e segurança como razão principal; idosos avançam no uso da internet.

A preocupação com privacidade e segurança se consolidou como principal motivo para evitar que crianças e adolescentes tenham telefone celular. É o que mostra o módulo temático sobre tecnologia da informação e comunicação da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgado nesta quinta‑feira (2) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, a proporção de crianças de 10 a 13 anos que tinham o aparelho caiu pela primeira vez desde que a pesquisa começou a ser feita em 2016.

  • O que é: Pesquisa do IBGE sobre uso de celular e internet no Brasil, com foco em crianças e idosos.
  • Números principais: 53,7% das crianças de 10 a 13 anos têm celular (queda de 1,5 p.p.); 32% dos pais citam segurança; 80,3% dos idosos têm celular; 74,5% usam internet.
  • Onde: Em todo o Brasil, incluindo Chapecó e Oeste Catarinense, onde a realidade acompanha a tendência nacional.
  • Quem afeta: Crianças, adolescentes, idosos, pais, educadores e a sociedade como um todo.

Por que a posse de celular entre crianças de 10 a 13 anos caiu?

O IBGE identificou que 55,2% dos brasileiros nessa faixa etária tinham celular em 2025, um recuo de 1,5 ponto percentual na comparação com 2024. A principal explicação para essa queda pode estar entre aqueles que ainda não têm celular. O motivo mais alegado foi a preocupação com privacidade e segurança, indicada por 32% dos responsáveis – 7,8 pontos percentuais a mais do que em 2024. A série histórica mostra ainda que essa proporção quase dobrou desde 2022.

LEIA TAMBÉM  Inscrições do Enem 2026 finalizam hoje 12 de junho

Naquele ano, o principal motivo alegado pelos pais para que os filhos dessa faixa etária não tivessem celular era o preço elevado do aparelho, seguido pela falta de necessidade e pelo fato de que essas crianças já usavam o celular de outra pessoa. A preocupação com segurança e privacidade aparecia apenas em quarto lugar.

Qual é a avaliação do IBGE sobre esse cenário?

O analista do IBGE Gustavo Fontes destaca que o grupo de 10 a 13 anos foi o único que registrou queda na posse de celular em 2025. Nas outras faixas etárias, o crescimento se manteve, fazendo com que esse uso alcançasse 89,8% da população em geral.

“A gente tem visto cada vez mais uma preocupação com a segurança das crianças, com a exposição delas nas redes sociais, por exemplo. A gente teve também em 2025 uma restrição ao uso de celulares nas escolas”, avalia Fontes.

Como ficam os idosos no uso da internet e celular?

Outro destaque da pesquisa é o avanço da tecnologia entre os idosos. Em 2025, 74,5% dos brasileiros com mais de 60 anos utilizavam a internet, um aumento de 4,4 pontos percentuais em comparação com 2024 e de mais de 29 pontos em relação a 2019. A proporção dos idosos que têm celular também cresceu de 78,3%, em 2024, para 80,3%, em 2025.

Nos dois casos, a análise dos idosos que ainda não estão conectados mostra uma situação diversa da verificada entre as crianças. O principal motivo apontado é não saber utilizar a internet e o celular. “A internet está cada vez mais inserida no cotidiano. Muitos serviços hoje são feitos pela internet, então existe um certo estímulo para os idosos buscarem utilizá-la”, destaca Fontes.

LEIA TAMBÉM  Anvisa proíbe plataforma que oferecia tratamentos para obesidade sem registro médico

Como os dados refletem a realidade de Chapecó?

Em Chapecó e no Oeste Catarinense, a tendência nacional se repete. Pais e responsáveis estão cada vez mais atentos à segurança digital de seus filhos, enquanto os idosos buscam se conectar para acessar serviços bancários, públicos e de comunicação com familiares.

A pesquisa do IBGE reforça a importância de políticas públicas que promovam a inclusão digital de forma segura para todas as faixas etárias, além de destacar a necessidade de orientação sobre privacidade e segurança no ambiente online.

O que a pesquisa revela sobre o uso da internet no Brasil?

Em 2025, pela primeira vez, mais da metade da população conectada declarou que compra ou encomenda bens ou serviços pela internet. A proporção, que era de 47,9%, passou para 52,7%. Além disso, o acesso a bancos ou outras instituições financeiras pela internet chegou a 74,2% – alta de 14,4 pontos percentuais com relação a 2022. O acesso a serviços públicos pela rede também subiu de 33,2% para 41,1% no mesmo período.

Entre as 12 funcionalidades pesquisadas, as mais frequentes são:

  • “Conversar por chamadas de voz ou vídeo” – 95,3%
  • “Enviar mensagens de texto, voz e imagens por aplicativos” – 90,2%
  • “Assistir vídeos, incluindo programas, filmes e séries” – 89,3%

Com informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e da Pnad Contínua 2025.

Siga-nos no

Google News

Siga nas Redes Sociais

5,000FãsCurtir
11,450SeguidoresSeguir
260SeguidoresSeguir
760InscritosInscrever

Últimas Notícias

Notícias Relacionadas

Paulo Alceu deixa a televisão após 53 anos

Após mais de 23 anos de atuação na televisão catarinense, o jornalista Paulo Alceu...

Fim de semana gelado em Chapecó precede chuva e temporais na próxima semana

Sábado amanhece com 5°C e nevoeiro; domingo tem pancadas de chuva. Segunda-feira será mais...

Cientistas da Fiocruz dão passo importante para vacina universal contra a malária

Pesquisadores identificam 453 fragmentos de proteínas do parasita que podem proteger contra diferentes espécies...

Chapecó vence Prêmio Expressão de Ecologia com Programa Água Boa, que já recuperou 606 hectares

Iniciativa de preservação de nascentes e matas ciliares completa 20 anos e foi reconhecida...