Vacina contra VSR na gestação protege bebês no Brasil

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Resumo

Um relatório sobre a Síndrome Respiratória Aguda Grave no Brasil, divulgado em 2026, aponta o vírus sincicial respiratório como principal causa de infecções em crianças menores de 2 anos e sustenta a vacina para gestantes, a partir da 28ª semana, como forma de proteger recém-nascidos.

O Brasil enfrenta um aumento gradual e esperado de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave, e o documento que embasa essa leitura reúne dados sobre Influenza, SARS-CoV2, vírus sincicial respiratório (VSR) e outros vírus respiratórios de importância em saúde pública. O texto também orienta diagnóstico precoce, prevenção, controle, manejo clínico oportuno e o fortalecimento da capacidade de resposta da Rede de Atenção à Saúde (RAS).

VSR lidera entre crianças pequenas

Segundo o Ministério da Saúde, o VSR é a principal causa de infecções em crianças menores de 2 anos. Ele responde por cerca de 75% dos casos de bronquiolite viral aguda e por 40% das pneumonias durante períodos sazonais.

A nota técnica conjunta nº 70/2025 marca o início da temporada de maior circulação viral no ano. A Fiocruz informa que os casos de SRAG por VSR continuam aumentando em toda a região Sul — PR, SC e RS —, em boa parte do Sudeste — RJ, MG e SP — e em alguns estados do Norte — AP, PA e RR —, do Nordeste — AL, CE e MA —, além do Mato Grosso do Sul.

No Acre, Pará, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Paraíba, Pernambuco, Rio Grande do Norte, Sergipe e Espírito Santo, os casos seguem altos, mas já mostram sinais de interrupção do crescimento ou queda.

Dados recentes e resposta do SUS

O Raio-X dos Vírus no Brasil registrou 23.615 casos de SRAG e 1.001 óbitos até o dia 21 de março de 2026, na Semana Epidemiológica 11. Entre crianças e adolescentes, o rinovírus aparece como principal vilão. Já a Influenza A tem impulsionado as internações nas regiões Norte e Nordeste.

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Entre os idosos, a Covid-19 tem incidência considerada baixa no momento, mas continua sendo a principal causa de morte por complicações respiratórias nessa faixa etária. Diante desse quadro, o Sistema Único de Saúde reforçou as iniciativas para atender a essas situações.

A vacina contra VSR para gestantes busca proteger recém-nascidos contra o vírus sincicial respiratório. A estratégia começa a partir da 28ª semana de gravidez e quer garantir proteção indireta aos bebês nos primeiros seis meses de vida.

No Brasil, em 2024, foram notificados mais de 27 mil casos de Srag por VSR, com maior incidência em bebês menores de seis meses. No mundo, o vírus provoca cerca de 100 mil mortes anuais em crianças menores de 5 anos.

O imunobiológico estimula a produção de anticorpos na mãe; esses anticorpos passam pela placenta para o feto e conferem imunidade passiva ao recém-nascido. Estudos apontam eficácia de 81,8% na prevenção de doenças graves nos primeiros 90 dias após o nascimento e de 69,4% até os 180 dias.

A recomendação é uma dose única a cada gestação, independentemente da idade da mãe. A estimativa é que cerca de 2,5 milhões de mulheres sejam vacinadas anualmente no país.

Além dessa imunização, o SUS também oferece o Anticorpo Monoclonal (Nirsevimabe) para bebês prematuros e crianças com comorbidades, com uso voltado à prevenção de infecções graves. O sistema ainda prevê Antivirais Gratuitos para casos de gripe e para pacientes com covid-19 que pertencem a grupos de risco.

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