Caixa conclui pagamento de junho do Bolsa Família

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Resumo

A Caixa Econômica Federal encerra nesta terça-feira (30) o pagamento da parcela de junho do Bolsa Família, destinado aos inscritos com NIS final 0. O benefício mínimo segue em R$ 600, mas a média sobe para R$ 677,66 com adicionais. O programa atinge 19,34 milhões de famílias e soma gasto de R$ 13,08 bilhões.

A Caixa Econômica Federal fecha nesta terça-feira (30) o calendário de junho do Bolsa Família para quem tem Número de Inscrição Social (NIS) final 0. O valor mínimo continua em R$ 600, mas a média do benefício chegou a R$ 677,66 por causa dos adicionais pagos neste mês.

Adicionais e calendário

Segundo o Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, o programa alcançou 19,34 milhões de famílias em junho e movimentou R$ 13,08 bilhões. Além do valor básico, o Bolsa Família paga três adicionais: o Benefício Variável Familiar Nutriz deposita seis parcelas de R$ 50 para mães de bebês de até seis meses de idade, para garantir a alimentação da criança.

O programa também acrescenta R$ 50 para gestantes e nutrizes (mães que amamentam), mais R$ 50 por filho de 7 a 18 anos e R$ 150 por criança de até 6 anos. No modelo tradicional, os depósitos saem nos últimos dez dias úteis de cada mês. As informações sobre datas, valor e composição das parcelas podem ser consultadas no aplicativo Caixa Tem, que acompanha as contas poupança digitais do banco.

Pagamentos antecipados e regra de proteção

Em junho, beneficiários de 207 cidades em oito estados receberam o pagamento no último dia 17, sem depender do NIS. A antecipação alcançou moradores de 124 municípios do Rio Grande do Norte, que enfrentam a seca, além de cidades no Amazonas (3), na Paraíba (31), no Paraná (10), em Pernambuco (27), no Rio de Janeiro (1), em Roraima (6) e em Sergipe (5). Essas localidades foram afetadas por chuvas ou estiagens ou têm povos indígenas em situação de vulnerabilidade.

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A lista dos municípios com pagamento antecipado está na página do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social. Desde 2024, os beneficiários do Bolsa Família deixaram de sofrer desconto do Seguro Defeso — pago a pessoas que vivem exclusivamente da pesca artesanal e não podem trabalhar durante a piracema, período de reprodução dos peixes — por causa da Lei 14.601/2023, que resgatou o Programa Bolsa Família (PBF).

Cerca de 2,26 milhões de famílias ficaram na regra de proteção em junho e receberam benefício médio de R$ 369,27. A regra permite que famílias cujos membros consigam emprego e melhorem a renda recebam 50% do benefício por até um ano, desde que cada integrante ganhe até R$ 706. Neste mês, 140 mil novas famílias entraram nessa fase.

Em 2025, o tempo máximo na regra caiu de dois para um ano. A mudança vale só para as famílias que passaram à transição a partir de junho de 2025. Quem entrou até maio deste ano continua recebendo metade do benefício por dois anos.

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