O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou nesta sexta-feira (10), em São Paulo, o Projeto de Lei 126/2025, que estabelece o marco regulatório da vacina contra o câncer e de medicamentos de alto custo no país. A lei define normas para desenvolvimento, pesquisa, produção, distribuição e acesso a esses produtos no Sistema Único de Saúde (SUS), com foco em inovação, universalidade e equidade.
Durante o evento, Lula também inaugurou o Centro de Ensino, Simulação e Inovação (Cesin) do Instituto do Coração (InCor) do Hospital das Clínicas da USP. O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, o ministro Guilherme Boulos, a primeira-dama Janja Silva e o vice-presidente Geraldo Alckmin participaram da cerimônia.
“Respeito à dignidade do ser humano”, diz Lula
“Qualquer cidadão, de qualquer estado do Brasil, agora vai ter [bom tratamento] porque nós estamos levando máquina para todos os estados brasileiros. Isso significa apenas uma palavra: respeito à dignidade do ser humano”, ressaltou Lula. O presidente também destacou a importância do SUS: “O povo não deve ser tratado de forma inferior a ninguém. Quem não tem dinheiro é o Estado quem deve tratar”.
O novo centro de simulação do InCor foi projetado para reproduzir ambientes reais de assistência, com cinco andares, oito salas de simulação (emergência, UTI, centro cirúrgico), estúdio de realidade virtual, biobanco e núcleo de inovação.
Investimento de R$ 100 milhões no InCor e primeiro hospital inteligente do país
O ministro Alexandre Padilha anunciou um pacote de R$ 100 milhões em investimentos no InCor, sendo R$ 45 milhões destinados ao novo centro de simulação. Também foi formalizada a adesão do InCor como instituição mentora do projeto Mais Médicos Especialistas e assinado repasse de R$ 9 milhões para implantação do Núcleo de Telessaúde do HCFMUSP.
Padilha adiantou que o governo instalará no Hospital das Clínicas de São Paulo o primeiro hospital público inteligente do país, com 700 leitos, combinando inteligência artificial, ambulâncias conectadas em 5G e telessaúde. O objetivo é reduzir o tempo de atendimento em casos graves de até 17 horas para apenas 2 horas.
“O Cesin representa um avanço estratégico para o InCor e para a saúde pública brasileira, unindo ensino de excelência, simulação realística e inovação tecnológica”, disse Roberto Kalil, presidente do Conselho Diretor do InCor-HCFMUSP.






